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Assim como no varejo, além da multicanalidade (omnichannel), a tendência é a integração dos vários canais de venda, é esse o caminho que a TV deve seguir para não perder relevância, manter o público tradicional e atrair as novas gerações. A opinião é do CEO do SBT, José Roberto Maciel, para quem um dos desafios atuais é entender “o jeito da garotada consumir TV, manter a presença em todas as faixas etárias de consumidores, não importa a tela”. Nesse sentido, o SBT decidiu não brigar com a realidade e passou a entregar conteúdo no Youtube. “Se a audiência está lá, não importa a tecnologia para chegar a ela. Tecnologia é o meio, não o fim”, diz.

Lideranças discutem futuro da televisão

Um dos participantes do debate sobre o futuro da TV durante o 10º Fórum de Marketing Empresarial promovido pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, realizado no último final de semana em Guarujá, litoral paulista, Maciel garante que a integração dos meios já pavimenta a conquista das novas gerações e leva a consolidação nesse mercado, com a união de produtoras de conteúdo e operadoras de telecomunicação, que agregam às primeiras as inovações tecnológicas nas formas de distribuição das informações. Foi essa a fusão da operadora AT&T com a Time Warne.

Atrair novos telespectadores é o desafio

Outro ingrediente fundamental da TV do futuro, ainda de acordo com o CEO do SBT, é o conhecimento da audiência. “O nome do jogo vai passar pela soma do conteúdo de relevância e credibilidade, tecnologias inovadoras e também pela base de dados das emissoras”, afirma. Ele diz que as leis de radiodifusão no Brasil estão defasadas e que os legisladores terão de olhar para o que os consumidores querem. “A ameaça atual à TV é o 5G, como foi a internet. Isso vai nos paralisar ou vamos nos apropriar da tecnologia, personalizando cada vez mais o conteúdo e a entrega?”

CNN Brasil começa operar até o fim do ano

A importância da sincronia entre o conteúdo e o telespectador também está entre os pilares da CNN Brasil, que promete iniciar suas operações no mercado nacional ainda neste ano e mexer com a concorrência. “Vivemos da audiência e precisamos conhecê-la muito bem. A audiência vai pautar nossas reportagens. A CNN começa as reuniões de pauta com o que está nas redes sociais, o que está motivando as pessoas no momento”, afirmou o vice-presidente de Conteúdo da CNN Brasil, Américo Martins, que também participou do debate.

Canal oferecerá conteúdo exclusivo

O projeto da CNN Brasil prevê a distribuição de conteúdo exclusivo em todas as plataformas disponíveis. Entre os sustentáculos do conteúdo são relevância, credibilidade e inovação e tecnologia. “Vamos fazer aqui produtos semelhantes aos da CNN norte-americana e que fazem dessa empresa o maior canal de notícias do mundo”, enfatiza Martins. Como exemplo, ele cita que o jornalista William Waack “não será só o principal apresentador da CNN Brasil, mas vai oferecer informações exclusivas que o telespectador pode acessar logo cedo pelo celular”.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br