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Um estudo incomum mapeou as palavras que os brasileiros usariam para definir como foi 2017. Feito pela consultoria Cause e o Intituto Big Data, o estudo revelou que corrupção, crise, tenso, mudança e vergonha são as cinco palavras mais citadas.



"Apesar de vivermos tempos polarizados, o balanço da pesquisa mostra um viés pessimista da sociedade", destaca o sócio da Cause, Leandro Machado. "A avaliação vai ao encontro do que aferimos em 2016, quando a palavra escolhida foi indignação", relembra. Na primeira fase da pesquisa, mais de mil palavras diferentes foram citadas espontaneamente, e a mensuração se deu com Big Data.



Sintomas de uma sociedade crítica



Para o escritor e cientista político Jorge Caldeira, as cinco palavras finalistas no #PalavraDoAno2017 revelam um viés crítico da sociedade atual. "Independentemente da palavra escolhida, estamos diante de uma situação que o brasileiro quer superar", analisa. A Palavra do Ano é uma tradição ocidental desde a década de 1970, quando a Society of German Language passou a selecionar o vocábulo que melhor resume o espírito da época. Desde então, a ideia se espalhou pelo mundo. Nos Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, o dicionário Oxford escolhe a palavra do ano.



Moral do brasileiro está baixa...



Após uma melhora pontual em setembro, o Índice de Positividade das opiniões da sociedade sobre a agenda nacional (IP), medido pela MAP, recuou quase dez pontos percentuais em outubro, caindo a 28%. O patamar se aproxima do piso registrado no ano, em janeiro, quando alcançou 20%, em virtude da violência nos presídios e cidades do Norte, Nordeste e Espírito Santo. Ultrapassada a votação no Congresso que manteve Michel Temer na presidência, a tendência é de alta, motivada pela aposta do impacto positivo de indicadores econômicos.



... e o debate empobrecido



Segundo o Índice de Positividade, as eleições de 2018 ganharam destaque nos debates entre os brasileiros, mas a qualidade das discussões ainda são muito empobrecida. Com o mistério sobre quem assumirá o posto de presidente da república, nesse momento, os debates são marcados por torcidas em torno de candidatos, e não se discute ideias. Em linha, a radicalização ganha força, com o ex-presidente Lula representando a esquerda e Jair Bolsonaro a direita. Na ausência de candidato do centro, a tendência é de subida de tom, na esfera física e virtual.



Mecenas das artes plásticas



A Fundação Marcos Amaro (FMA) participa da PARTE, uma das principais feiras de arte contemporânea da América Latina, que chega à sua nona edição entre os dias 8 e 12 de novembro de 2017, em São Paulo, no Clube A Hebraica. Na ocasião, a FMA lançará o Edital de Ocupação Fábrica São Pedro - uma antigo polo da indústria têxtil de 1911 que abriga o Galpão IV (ateliê do artista Marcos Amaro) e a reserva técnica da instituição. Serão selecionados três projetos por um júri, composto pelo presidente Marcos Amaro, pelo curador Ricardo Resende e conselho da FMA.



liliana@dci.com.br