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O corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, abriu ontem procedimento para investigar palestras dadas pelo coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol, e pelo procurador da República, Roberson Pozzobon, também integrante da força-tarefa da operação. Segundo a Reuters, a decisão de abrir o procedimento, chamado de Reclamação Disciplinar, acontece após uma reclamação do PT que se baseia em supostas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, nas quais Dallagnol e Pozzobon discutem a criação de empresa, na qual não apareceriam como sócios, para vender palestras.

‘Imagem do MP deve ser resguardada’

Na representação, o PT argumenta que os procuradores davam palestras em decorrência dos cargos públicos que ocupam e vê “desvio de função de servidores da Procuradoria da República em Curitiba para a prática de atividades pessoais de palestrante”. “A ampla repercussão nacional demanda atuação da Corregedoria Nacional. A imagem social do Ministério Público deve ser resguardada e a sociedade deve ter a plena convicção de que os membros do Ministério Público se pautam pela plena legalidade, mantendo a imparcialidade”, escreveu Rochadel no despacho.

‘Eventual desvio de conduta’

“Sem adiantar qualquer juízo de mérito, observa-se que o contexto indicado assevera eventual desvio na conduta de membros do Ministério Público Federal, o que, em tese, pode caracterizar falta funcional, notadamente violação aos deveres funcionais”, comentou o corregedor, que abriu prazo de 10 dias para Dallagnol e Pozzobon se manifestarem sobre o caso. Após a manifestação dos procuradores, Rochadel decidirá as providências. Se entender que há elementos, poderá abrir processo administrativo disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Eleito por um ‘nanico’...

Eleito por um partido nanico, o PRTB, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, defendeu, ontem, uma reforma política para acabar com a "proliferação de partidos" e disse ser favorável à adoção do sistema de voto distrital. "É mais necessário do que nunca que o partido político realmente seja o transmissor das ideias da sociedade. A sociedade, hoje, na maioria das vezes, não se vê representada", afirmou Mourão em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação, sugerindo a diminuição do número de legendas e o barateamento do sistema.

...Mourão quer menos partidos

As declarações foram dadas em São Paulo após uma palestra com cerca de 300 empresários e representantes de entidades patronais e sindicais em evento na capital paulista, onde foi lançado o Instituto Brasil 200. O vice afirmou ser "francamente favorável" ao voto distrital para aproximar o eleitor do seu eleito. Segundo ele, isso também faria os partidos se fortalecerem e aumentaria a identificação entre representante e representado. Mourão acredita que com paciência, clareza da proposta e determinação, será possível aprovar a reforma política.

Potencial do gás

A Resolução nº 16 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e a celebração do Termo de Compromisso de Cessação (TCC) entre Cade e Petrobras estabelecem marcos para tornar o preço do gás mais competitivo no Brasil. As medidas trazem elementos essenciais para estimular a concorrência no setor, contribuindo para a entrada de novos agentes e a retomada do crescimento industrial. As afirmações são de representantes de centenas de organizações empresariais que têm interesse no desenvolvimento do mercado de gás. Reunidos no Fórum do Gás, eles divulgaram o seu apoio às medidas, destacando que as iniciativas não apenas colocam o gás natural como vetor central da retomada da economia brasileira, como sinalizam para uma mudança de paradigma, com menos intervenção estatal e mais competição e mercado. Para o consultor técnico da Abraceel e coordenador-adjunto do Fórum de Gás, Bernardo Sicsú, “a assinatura desses documentos representam um passo fundamental para a abertura do mercado do gás no Brasil”.

Lacuna de gênero

Somente 30% das mulheres que trabalham nas empresas de tecnologia possuem títulos universitários em ciências exatas e naturais, tecnologia, engenharia ou matemática. A constatação é de pesquisa do Instituto para Integração da América Latina e do Caribe e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (INTAL-BID), Centro de Implementação de Políticas Públicas para Equidade e Crescimento (CIPPEC) e União Industrial Argentina (UIA). O desafio de se tornar uma desenvolvedora alcança o mundo todo. Nos Estados Unidos, 51% das mulheres que são mães abandonam seus empregos por falta de uma cultura flexível e devido à falta de adaptação por parte das empresas ao trabalho remoto. Os dados são da SheWorks!, plataforma de impacto social que trabalha para reduzir as lacunas existentes entre homens e mulheres. Com forte presença na América Latina e nos Estados Unidos, a Baires Dev, empresa que também atua no Brasil, tem trabalhado para incrementar o número de mulheres desenvolvedoras. Em 2017, elas eram 14% da equipe, em 2018 a taxa foi para 17% e, em 2019, a 22%.

Investindo no Bossa Nova

No primeiro semestre deste ano, 33 empresas aplicaram no programa da Rede de Investimentos do Grupo Temático de Investimentos da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). Destas, 76% foram aprovadas para se apresentarem para investidores do grupo, sendo 10 startups para o Bossa Nova, 7 para o Primatec, 5 para o Oria e 3 para o FIPs. Entre as empresas aprovadas, 36% já possuem investidores e estão tentando captar até R$ 66.770.000 em nova rodada. De todas as aprovadas, 8 tiveram sinalização de investimento, totalizando R$ 8.900.000 em potencial de investimento. “Participar do grupo de investidores da ACATE fortalece o nosso compromisso de coinvestir em startups que identificamos como sendo promissoras”, afirma o empresário Pierre Schurmann, CEO da Bossa Nova Investimentos. Ao todo, a empresa já destinou mais de R$ 1 milhão em startups catarinenses e pretende somá-las a um portfólio de mil startups investidas até 2020.

150% em dois anos (I)

Time da JUNO, levantando a bandeira da diversidade, conta com 22% do time na sigla LGBTI+, incluindo dois colaboradores trans. Empresa está entre as 3 empresas melhor avaliadas pelo Love Mondays em 2018. (Foto: Divulgação)

Saber se reinventar é uma arte. E quem garante isso é o mercado e, principalmente os consumidores. Pesquisa realizada pela ESPM-RS e Jornal do Comércio mostrou que, quando o assunto é operação bancária, 49,5% das pessoas preferem realizar operações via aplicativo. E, foi pensando nisso que o BoletoBancario.com, plataforma que garantia exclusivamente a geração de boletos sem burocracia e sem taxas excessivas, expandiu seus serviços, tornando-se uma solução completa em pagamentos. A virada foi para atender pequenos e microempresários, que não tinham suas demandas atendidas por grandes instituições financeiras. Para isso, a fintech optou pela mudança de nome, e agora, a Juno passa a ofertar soluções diversificadas de cobrançasonline. Ou seja, além da emissão de boletos, oferece diversas outras operações, sempre com taxas diferenciadas e sem as burocracias que atrapalham a vida de pequenas e médias empresas.

150% em dois anos (II)

E a fórmula vem dando certo. Prova disso é o crescimento que a plataforma atingiu em apenas dois anos. De 7.500 clientes em 2017, a Juno passou a contar com uma cartela de clientes ativos na faixa de 21 mil, e, com a expansão na oferta de serviços, a previsão é que o crescimento atinja de 95 a 100%  somente até o final de 2019. “Há vários aspectos que nos ajudaram a impulsionar o crescimento da Juno. Acredito que todos estão relacionados ao resultado do trabalho de uma equipe forjada por nossa cultura de colaboração. Nossa essência é pensar em pessoas. Isso inclui nossos parceiros, clientes e funcionários. Nossos números são a prova de que investir em pessoas é o caminho a ser seguido”, garante Matheus Bernert, CEO da Juno.

Alto padrão

Tishman Speyer e DuPont assinaram contrato para um novo edifício que integrará o Castelo Branco Office Park, complexo de escritórios de alto padrão em Barueri, na Grande São Paulo. A torre será erguida pela Tishman Speyer, sob o modelo built to suit, para abrigar os escritórios e centros de Pesquisa & Desenvolvimento da DuPont, por no mínimo de 15 anos. O empreendimento foi planejado para contar com alto desempenho tecnológico e eficiência de custos. Ao todo, serão 21 mil m2 de área útil, com sete andares, além de dois subsolos, incluindo um inovador laboratório de balística. A obra deve estar concluída até o quarto trimestre de 2020. “A exemplo do que já executamos para outras companhias no País, o desenvolvimento de um edifício sob medida permitirá atender totalmente as necessidades da empresa, que busca o bem-estar e a eficiência de suas equipes”, afirma Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer no Brasil.

História do passado e profecias do futuro

Frente ao momento contemporâneo, a exposição sublinha maneiras através das quais a arte estimula e esclarece novas ideias em tempos de realidades divergentes. (Foto: Divulgação)

Uma exposição que investiga a história cultural, social e política do Brasil. Os artistas participantes questionam temas no âmbito destas histórias e externam suas análises através de uma arte impactante, inspiradora e engajada, que se transforma em seus próprios manifestos exploratórios de interrogação e mudança. Tudo isso está na exposição “What I really want to tell you...” (O que realmente quero te dizer...), de curadoria de Jennifer Inacio and Flávia Macuco Pecego, que ficará em cartaz até 31 de agosto de 2019, na Fundación Pablo Atchugarry - 5520 Northeast 4th Avenue, Miami, FL 33137. Nela, as obras de Rosana Paulino, Paulo Nazareth e Jonathas de Andrade, por exemplo, examinam as origens dos conflitos raciais no Brasil para expor a história de um passado que é muitas vezes obscurecido e negligenciado. Ao mesmo tempo, o artista Randolpho Lamonier apresenta profecias para um futuro desejado que retrata uma era livre de nossas presentes lutas. Ao reagir à história e ao nosso momento contemporâneo, a exposição sublinha maneiras através das quais a arte estimula e esclarece novas ideias em tempos de realidades divergentes.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br