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Com a proximidade do período de realização de convenções partidárias – 20 de julho a 5 de agosto – previsto no calendário eleitoral, as definições sobre alianças vão se acelerar nessas semanas. O PDT sairá na frente, devendo ser o primeiro a oficializar a candidatura de Ciro Gomes às eleições presidenciais de outubro. A legenda marcou para 20 de julho a sua convenção. Até lá, ficará acertado se o PDT conseguirá enfrentar as urnas de mãos dadas com o PSB ou o DEM e partidos que compõem o chamado Centrão (PP, PRB, SD e PSC). Aliás, hoje, o Centrão se reúne para começar a decidir se vai apoiar Ciro ou o pré-candidato tucano Geraldo Alckmin.

Ciro ou Alckmin, a questão do DEM

“Uma das principais perguntas sobre a sucessão presidencial nessas eleições de outubro é quem será o candidato apoiado pelo Centrão, cujos partidos somam 133 deputados federais e 13 senadores, além de dois minutos e 33 segundos de tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV”, ressaltam os analistas da Arko Advice. A divisão é profunda e vai além de Ciro e Alckmin. Existem também conversas com Álvaro Dias (PODEMOS), especialmente por parte do PRB. O SD e o PP preferem apoiar Ciro, enquanto o PRB está mais com Alckmin, e o DEM segue rachado.

PT formaliza candidato dia 28

Ainda neste mês (28), o PT fará sua convenção, quando deve reafirmar a candidatura do ex-presidente Lula, preso por condenação, em segunda instância, no âmbito da Lava Jato. Apesar do imbroglio jurídico em torno da candidatura de Lula, o partido tenta avançar nas alianças. Nesta semana, a presidente do PT, Gleise Hoffmann, conversa com os governadores do PSB no Nordeste – Paulo Câmara, de Pernambuco, e Ricardo Coutinho, da Paraíba – para fechar acordo. Já o senador Magno Malta deve decidir em uma semana se será o vice de Jair Bolsonaro (PSL).

O dedo de Malala no debate...

                       

Malala Yousafzai, em evento em São Paulo: Elogios à água do Brasil e apoio a ativistas pela melhoria da educação. Crédito: Estadão Conteúdo

Pelo que foi sinalizado até agora, o debate eleitoral em torno dos investimentos nas áreas sociais, os mais sacrificados pela crise nas contas públicas e pelas escolhas dos governantes sobre onde direcionar os recursos existentes, será bem-vinda a força da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, Prêmio Nobel da Paz em 2014. Em sua primeira visita ao Brasil, patrocinada pelo Itaú Unibanco, ela defendeu o Plano Nacional de Educação – que está longe de curmprir suas metas –, a redução da evasão escolar e mais orçamento para a educação.

...sobre educação nas eleições

Na terça-feira (10), em evento em São Paulo, Malala prometeu para esta semana o anúncio de ação no Brasil para apoiar ativistas locais, especialmente no Nordeste. O objetivo é colocar na agenda, inclusive da campanha eleitoral, o debate sobre a importância dos investimentos em educação. Contra políticos que não priorizam a educação, ela sugeriu o emprego da força do voto. Em um momento de descontração, durante o evento na capital paulista, elogiou a água mineral brasileira, “com gosto do Vale do Swat”, província do Paquistão, onde passou a infância.

Juros até 50% menores

As cooperativas financeiras, à medida que ampliam a sua escala associativa e operacional, praticam tarifas e juros abaixo das cobradas pelos bancos convencionais. Em algumas linhas de crédito, a taxa de juros chega a ser 50% inferior à praticada pelos demais agentes financeiros. Levantamento do Sicoob Confederação, com base nos dados do Banco Central, aponta que, em maio de 2018, o Sicoob praticou taxas de juros menores no cheque especial, crédito pessoal e crédito rotativo do cartão em comparação com bancos tradicionais. No cheque especial, a taxa média dos cinco maiores bancos do País ficou em 12,5% ao mês, enquanto no Sicoob foi de 6,2% ao mês, segundo informações da empresa. O cartão de crédito rotativo dos bancos cobrou juros de 12,33% a. m; no Sicoob, a taxa ficou em 7,9% ao mês. Já no crédito pessoal, as cooperativas cobraram 2,14% ao mês, enquanto os bancos, 6,57% ao mês. Só em 2017, a economia dos cooperados somou R$ 25 bilhões.

Gaúcha e canadense juntas

A gaúcha Promob Software Solutions – líder na América Latina em software para o setor moveleiro – anunciou ontem fusão com a canadense 2020. Segundo o presidente do Conselho de Administração, Vanderlei Buffon, “a fusão facilitará novas soluções  para o nosso mercado, bem como ampliar mercados para países  onde a Promob ainda não atua”. Os valores da operação não foram divulgados. A Promob Software Solutions, sediada em Caxias do Sul (RS), contabilizou faturamento de R$ 59 milhões, em 2017.

Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br