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A estatal Petrobras atingiu a marca de cerca de US$ 15 bilhões em desinvestimentos acumulados no ano de 2019, disse, ontem, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, prometendo novos movimentos. “Neste mês de julho completamos 15 bilhões de dólares em desinvestimentos, e vem muito mais”, disse o executivo, ao participar de cerimônia de oferta pública de ações da BR Distribuidora na bolsa paulista B3. A Petrobras reduziu sua fatia na empresa de combustíveis para 37,5%, após a negociação da oferta e de um lote complementar de ações, acrescentou, comemorando a operação. Antes, a Petrobras detinha 71,25% da BR.

Longe dos financiamentos

Já no mundo real, as coisas não estão nada cor-de-rosa. As consultas de interessados em novos financiamentos do BNDES despencaram 49% no primeiro semestre sobre um ano antes, para R$ 24,7 bilhões, em meio a ritmo estagnado da economia, informou a instituição de fomento, ontem. Segundo o Estadão Conteúdo, as aprovações de empréstimos do banco na primeira metade do ano desabaram 39% sobre o primeiro semestre de 2018, para R$ 18,7 bilhões. Os desembolsos do banco para financiamentos aprovados também caíram: 9%, para R$ 25 bilhões.

Empresas devem se preparar...

As empresas terão tempo suficiente para fazer os ajustes necessários às regras do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que ainda precisa ser aprovado por 28 países. Segundo Rodrigo Zambon, diretor sub-regional da TMF Group no Brasil – líder em fornecer serviços administrativos internacionais. “Importante agora é se preparar para não sair prejudicado”, enfatizou. Dentre as mudanças, ele cita que todos os alimentos importados devem cumprir os padrões da UE – as regras se aplicam a todos os produtos vendidos no bloco, produzidos internamente ou importados.

...para o acordo com União Europeia

Compromissos relativos à inspeção do trabalho e à saúde e segurança no trabalho – as empresas que pretendem fazer acordos comerciais nos países da UE devem assegurar que os direitos trabalhistas fundamentais, definidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), são cumpridos e respeitados, explica Zambon. Acordos comerciais não devem acontecer às custas do meio ambiente - segundo o acordo, as empresas devem promover o desenvolvimento sustentável e concordar em não baixar os padrões ambientais, a fim de promover o comércio e atrair investimentos.

Adaptação começa já

“O acordo também incorpora o chamado ‘princípio da precaução’. Se houver alguma suspeita de desmatamento ou uso de agrotóxicos não permitidos na União Europeia, o bloco econômico pode vetar a importação do produto brasileiro, mesmo quando a análise científica não é conclusiva”, afirma o executivo da TMF Group no Brasil. “As empresas que começarem a atualizar suas políticas agora terão mais tempo para se adaptar e provavelmente menos custos para implementar, do que aquelas que deixam para o último minuto”, disse ele.

Morre herdeiro da OAS

O herdeiro da construtora OAS, César Mata Pires Filho, 41 anos, morreu ontem. Segundo seu advogado Aloisio Medeiros, o empresário passou mal na hora do almoço e não resistiu. César Mata Pires Filho havia infartado durante interrogatório ao juiz federal Luiz Antonio Bonat, na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), no dia 8 de julho, em ação penal sobre supostas fraudes e propinas de R$ 67,2 milhões na construção da Torre de Pituba, sede da Petrobras em Salvador. Na ocasião, o empresário foi socorrido consciente. Ele foi levado para o Hospital Santa Cruz, na capital paranaense, onde permaneceu internado por cinco dias.

Presentes fora da ‘caixa’

A Original Men, e-commerce especializado em experiências voltadas ao universo masculino, tem um braço para o mercado corporativo: a Original Biz. Se antes o foco era ajudar apenas quem ficava em dúvida na hora de presentear o parceiro, amigo, pai ou sogro, agora as empresas também terão a oportunidade de premiar seus colaboradores (de todos os gêneros) com experiências criativas e fora do convencional. Cursos de charcutaria e flutuação com massagem são algumas das opções oferecidas pela Original Men, pioneira no setor no Brasil e que estarão disponíveis também na Original Biz. A nova empresa pega carona na Original Men, que cresceu 700% em um ano, e teve seus acessos aumentados em 60%. Fernando Accacio, fundador das empresas, afirma que a ideia é sair do saturado mercado de presentes convencionais, geralmente caros. A maioria dos fornecedores é de microempreendedores e autônomos, com o intuito de alimentar a cadeia de startups gerando também impacto social.

Em busca de mecenas

O Projeto São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem terminou por falta de patrocínio, anuncia a sua criadora, curadora e organizadora, Luiza Jorge, da Academia de Arte e Cultura. Um dos mais respeitados projetos voltados às artes cênicas infanto-juvenis e com ações sociais para crianças e adolescentes completou, em 2018, nada menos do que 25 anos de excelência reconhecida pela mídia, artistas, formadores de opinião, órgãos governamentais e público em geral. A empresa que vinha patrocinando essas atividades era a Coca-Cola Femsa, não mais com aportes diretos, mas nos últimos anos (desde 2014) via Lei do Proac-ICMS. Para uma das ações do Projeto, a entrega do Prêmio São Paulo aos melhores de 2018 nos palcos infanto-juvenis paulistanos, ainda deverá ser utilizada uma parte dos recursos da Femsa captados via Proac-ICMS em 2018, mas a curadoria busca parcerias para completar a verba, insuficiente.

Uma mão às meninas negras

Para Malala Yousafzai (terceira da esquerda para a direita), co-fundadora do Fundo Malala, “no Brasil, meninas indígenas e afro-brasileiras são desproporcionalmente marginalizadas e lutam para completar sua educação”. (Foto: Alícia Vera)

 

A Fundação Avon doou uma verba para o Fundo Malala que destinará o valor para 15 projetos Quilombolas no Brasil, com foco em educação de meninas negras – só aqui são 1,5 milhão de meninas fora da escola e sem acesso à educação. Na maioria das vezes, elas estão fora da escola por questões sociais,  econômicas, raciais e geográficas que contribuem para  tornar o acesso à educação dessas meninas cada vez mais difícil. A verba será destinada para o Centro Cultural Luiz Freire, em Olinda, na grande Recife, Estado de Pernambuco, parceiro do projeto. O objetivo de treinar professores e líderes comunitários, para a promoção de educação de qualidade, aprimoramento das políticas públicas, trabalhar habilidades sociais e psicológicas para desenvolver lideranças quilombolas, permitindo assim direitos básicos a essas meninas, para ganhem independência e voo próprio.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br