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O clima, em Brasília, está esquentando a cada dia. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Dias Toffoli. O parlamentar quer que a PGR investigue Toffoli por improbidade administrativa após o CNJ decidir alugar um novo prédio em Brasília com custo anual de R$ 23,3 milhões, segundo o Estadão Conteúdo. O movimento foi relevado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A representação pede que a PGR apure potenciais infrações e adote sanções cabíveis.

 

Toffoli: mais proximidade com STF

 

A principal justificativa do CNJ é a necessidade de dar mais "espaço" aos funcionários e garantir maior "proximidade" com o Supremo Tribunal Federal (STF). O atual prédio fica a dez minutos da Corte e custa R$ 16,8 milhões por ano. Mesmo tendo optado por alugar um novo prédio, o Conselho ainda vai precisar de parte das atuais instalações para abrigar a área de processamento de dados, a um custo de R$ 2,4 milhões ao ano. "É uma decisão administrativa absolutamente descabida, que ofende a moralidade, valor da mais alta relevância constitucional", comentou Vieira.

 

‘Expansão de monstro estatal’

 

Ainda de acordo com o senador do Cidadania, o senador argumenta que "não se pode permitir que qualquer autoridade venha a se valer de sua posição para usar de maneira irresponsável e desproporcional recursos públicos que estão sob sua tutela". Em tempos de corte de gastos até para programas básicos de saúde, outras autoridades não perderam a oportunidade de criticar a atitude do Conselho Nacional de Justiça. Na segunda-feira (29), o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, classificou a decisão como a expansão do "monstro estatal".

 

‘Dá para conciliar acordos’

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, acha possível conciliar o acordo firmado com a União Europeia (UE) com as negociações com os Estados Unidos. Ontem, ele afirmou que o governo do presidente norte-americano Donald Trump está pensando em uma aliança estratégica para toda a América, e não apenas no âmbito do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). "Há interesses que podem ser contornados por acordo comercial", afirmou. "Temos uma decisão de maior integração. Não se trata de Alca", ressaltou.

 

Comprar etanol e vender açúcar

 

Guedes se reuniu com o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, e disse que foram discutidas questões como a maior importação de etanol e trigo pelos brasileiros e de açúcar e autopeças pelos norte-americanos. "Os Estados Unidos têm interesse em trazer etanol e nós temos tecnologia flexível aqui. Para eles entrarem com etanol, temos que colocar açúcar lá", explicou. O ministro afirmou que será reativado um fórum de CEO's dos dois países para conversas que incluem fusão de companhias, a exemplo do que aconteceu com a Boeing e Embraer.

 

Fala que eu te escuto

 

A Waggl Brasil, startup que oferece tecnologia de feedback para capturar as ideias e opiniões das pessoas e promover a contribuição coletiva (crowdsourcing), está expandindo sua atuação local e planeja chegar a 100 clientes ativos até 2020. Hoje, no Brasil, mais de 20 clientes usam a tecnologia que coleta opiniões e ideias de pessoas para buscar soluções de desafios de negócio, inovações ou mesmo entender o que pensam e o que sentem. Empresas como Volkswagen, Goodyear, Banco Pan, Renault Nissan e L´Occitane são alguns dos clientes da Waggl Brasil. Sediada no Vale do Silício, na Califórnia, a Waggl é líder de mercado em crowdsourcing nos Estados Unidos e desembarcou no Brasil em abril de 2018. Lá fora, a startup de tecnologia possui mais de 150 clientes, entre eles, a Microsoft, Boeing, 3M, Heineken e Deloitte.

 

Aumento da frota nas cidades...

 

Com 101,3 milhões de veículos em circulação nas vias públicas do Brasil, as soluções tecnológicas podem melhorar o fluxo nos centros urbanos, reduzir congestionamentos, bloqueios dos cruzamentos e acidentes de trânsito. Atenta a questões de mobilidade urbana, a Pumatronix acaba de lançar a sua nova solução, o VIGIA-VL, que busca trazer um conceito de “onda verde” para as cidades, isto é, a sincronização dos semáforos. De acordo com o CEO da Pumatronix, Sylvio Calixto, o VIGIA-VL pretende entender o fluxo das ruas e das cidades e usar essa informação para fazer o planejamento dos semáforos e controle do tráfego de veículos. “O sistema, que é integrado a controladores semafóricos, possibilita um melhor monitoramento e análise do tráfego de veículos por vídeo, tanto para grandes centros urbanos como para pequenos e médios”, explica.

 

...exige soluções tecnológicas

 

Na prática, conforme comenta o consultor e especialista de trânsito e transporte da Tranzum, Alexandre Zum, com soluções semafóricas a melhoria em redução de trânsito e congestionamento pode chegar a 25% para cidades com trânsito regular. Já em cidades de grande porte, como é o caso de São Paulo, a redução pode chegar a 50%. Esses números levam em conta a substituição dos controladores mais antigos, cuja programação semafórica já está comprometida, por controladores com inteligência, que otimizam a operação de sinal aberto , atingindo a sua capacidade máxima e privilegiando a formação de “ondas verdes” para os motoristas.

 

Renovação de veículos 

 

Um dos maiores operadores logísticos brasileiros nos segmentos de medicamentos e cosméticos, a Ativa Logística prepara um investimento de R$ 12 milhões na renovação de sua frota de veículos, que inclui utilitários 3/4 e semirreboques com equipamentos isotérmicos e refrigerados com tecnologias de segurança embarcadas, telemetrias e menos poluentes para atender as exigências das legislações e projetos de sustentabilidade. A aquisição dos veículos integra o plano de R$ 30 milhões a serem investidos pela Ativa até o final de 2019, que incluem ainda aquisição de novas tecnologias, contratações de funcionários e ampliações de algumas de suas 18 unidades. 

 

Empréstimos para educação

 

A Lendico, fintech especializada em empréstimo pessoal online, registrou um aumento de 54% nos pedidos de crédito destinados para educação em junho deste ano em comparação ao mesmo período de 2018. O dado se torna ainda mais relevante se considerado que apenas 47,5% dos brasileiros, com 25 anos ou mais, concluíram a educação básica, segundo o IBGE. "As solicitações de empréstimo, que antes eram focadas, quase que integralmente, no pagamento de dívidas mais caras, estão sendo direcionadas para outras finalidades. Em junho de 2019, a busca por crédito para educação cresceu entre pessoas com até 30 anos, responsáveis por quase 41% das nossas demandas no período”, conta Marcelo Ciampolini, CEO da Lendico. . Em segundo lugar, aparecem consumidores entre 31 e 40 anos, representando 33% dos pedidos, seguidos por pessoas de 41 a 50 anos (17%), 51 a 60 anos (7%) e, por fim, 61 anos ou mais (2%).

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br