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“Big Brother e o confinamento das mentes psiquiátricas”; “A apreensão da experiência subjetiva do outro”; “Por uma psiquiatria dialético-proporcional: o caso do uso da maconha”. Esses são alguns dos temas que serão tratados no Simpósio Internacional “Epistemologia, Psicopatologia e Neurociências”, na capital paulista, dias 29 e 30 de junho próximo. “É um movimento para arejar e mostrar ao mundo que há a possibilidade de uma psiquiatria um pouco mais criativa e menos rígida, oferecendo ao discurso médico alternativas”, afirma o psiquiatra e psicanalista Durval Mazzei Nogueira Filho, membro da comissão organizadora do evento.

Globais no cenário psiquiátrico

Organizado pelo Grupo de Estudos Psiquiátricos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, o evento trará nomes relevantes e globais no cenário psiquiátrico contemporâneo: Bill Fullford, de Oxford; Josef Parnas, do Centro de Estudos da Subjetividade de Copenhague; Sidarta Ribeiro, neurocientista e diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), entre outros. Mas qual a razão para organizar esse simpósio? Qual a razão para um psiquiatra, psicanalista, psicólogo participar?

Contra a tendência higienista

“A razão evidente é a marca que porta esse encontro. O que caracteriza o simpósio é uma versão crítica da psiquiatria contemporânea. Esta aproxima-se da ausência de subjetividade, protocolos diagnósticos e terapêuticos estereotipados, uma leitura biológica reducionista, uma tendência higienista e uma ambição unitária e fechada a outros discursos. Os convidados para o simpósio são o avesso disso. Alguns fenomenólogos, outros psicanalistas, biólogos não reducionistas”, diz Nogueira Filho, mestre em Psiquiatria pelo Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Na contramão da política de ...

Ainda de acordo com Nogueira Filho, o simpósio vai um tanto na contramão da recente política de saúde mental no Brasil. “Depois de um período de contestação do ‘modelo hospitalocêntrico’, que incluiu certos exageros anti-psiquiátricos partindo do princípio que o tratamento médico é, em si, uma forma de dominação, há uma tendência à aplicação do modelo de gestão empresarial à ação médica. Tal modelo baseia-se no princípio do ‘para todos’, fundamentado na ‘medicina baseada em evidência’, e sacrifica a singularidade e o ato particular voltado à subjetividade”, explica.

... saúde mental no Brasil

Nesse sentido, o simpósio será um “ótimo momento para o debate entre os dois modos de recortar o real da doença mental”, enfatiza o psiquiatra e psicanalista. “A tendência dos principais centros psiquiátricos no país é mimetizar o que ocorre nos centros psiquiátricos do primeiro mundo. O simpósio tem a ambição de demonstrar que a pesquisa de ponta não precisa eliminar a subjetividade e a particularidade do sujeito que recebemos. Convidados de grandes centros declaram tal posição com eloquência e tranquilidade”, conclui.

Direito trabalhista nas mãos ...

“Como guardião da Constituição Federal, espera-se que o Supremo Tribunal Federal (STF) corrija o equívoco feito pela reforma trabalhista, afrontando diversas garantias constitucionais que os trabalhadores durante anos a fio de luta conquistaram", afirma Jailton Ribeiro Chagas, sócio do Chagas Advocacia, acerca do julgamento do Supremo envolvendo a reforma trabalhista. Ele se refere à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) interposta pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, relativo à gratuidade judiciária nas ações interpostas no âmbito da Justiça do Trabalho.

... Supremo Tribunal Federal

“A reforma trabalhista alterou o texto legal para que o reclamante caso sucumbente efetuasse pagamento de perícias, honorários ao Advogado da Reclamada, custas processuais em caso de não comparecimento em audiência”, explica o advogado. Segundo ele, desde a Constituição Federal de 1934, o direito à gratuidade judiciária é reconhecido, fazendo parte do regime de direitos e garantias essenciais, e, após 84 anos estamos vendo um retrocesso histórico, que deve ser corrigido pelo Supremo Tribunal Federal. O relator ministro Roberto Barroso votou a favor da alteração governamental com algumas propostas de alterações e restrições, já o ministro Edson Fachin deu provimento à ADIN interposta por Janot, mas a votação foi paralisada por causa do pedido de vista do ministro Luiz Fux.

Tecnologia contra pirataria

A Irdeto, líder mundial em segurança para plataformas digitais, tem quase 50 anos de experiência na área, e sua tecnologia de software e  serviços cibernéticos protegem mais de 5 bilhões de dispositivos e aplicativos para algumas das marcas mais conhecidas do mundo. O Brasil é um dos focos da empresa, subsidiária do grupo multinacional de mídia, a Naspers (JSE: NPN). A empresa desenvolveu uma nova solução, a tecnologia de marca d’água, que ajudará proprietários e distribuidores de conteúdo ampliar a estratégia antipirataria. O  TraceMark reduzirá o uso de espaço de armazenamento e o tempo de preparação antes de distribuir o material. “Para combater os piratas, reconhecemos a importância de inovar continuamente e aprimorar as estratégias antipirataria. Com a nossa primeira solução de marca d'água J2K em FMI, estamos adicionando mais uma camada de defesa para ajudar os proprietários e distribuidores de conteúdo a proteger conteúdo premium de 4K e HDR”, diz  Pete Cossack, vice-presidente da Irdeto.

Cybersegurança na berlinda  

E por falar em segurança, a UCLA – Universidade da Califórnia, em Los Angeles e o GCI - Global Cyber Institute, com apoio do Costa Tavares Paes Advogados, promoverá em São Paulo, em 5 e 6 de junho, o curso Programa de Segurança Cibernética. Ministrado pela primeira vez fora dos EUA pelos  professores Daniel Garrie, David Cass e Paul R. Kiesel, o curso objetiva fornecer a executivos e advogados a visão e as ferramentas necessárias para a elaboração da estratégia corporativa cibernética das suas respectivas empresas. De acordo com o sócio do Costa Tavares Paes Advogados e especialista na área de segurança cibernética, Antonio Tavares Paes, "as apresentações trarão experiências reais de programas utilizados em grandes e complexas organizações nos setores público e privado no exterior para demonstrar o que funciona ou não – e o que deve ser feito para prevenir problemas nessa área".

Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br