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A inclusão da Previdência dos estados e municípios, que também enfrentam problemas, na Reforma da Previdência em andamento no Congresso deve esquentar a partir de agora. Estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta que, em 25 anos, o número de policiais militares e bombeiros aposentados deverá dobrar na soma de todos as unidades da federação, atingindo 500 mil inativos, se as regras de aposentadoria não forem alteradas. O instituto lembra que as despesas estaduais com a folha de pagamento de policiais e bombeiros militares inativos saltaram quase 100% em pouco mais de uma década.

Bombeiros e PMs...

A projeção do total de inativos no futuro considerou os padrões de aposentadoria conforme os estatutos de cada Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros, a idade dos inativos atuais e as expectativas de sobrevida calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme informação publicada no site do Ipea. Técnicos também consideraram que a PM e o Corpo de Bombeiros de cada Estado reporiam a vaga de cada policial aposentado, para efeito das estimativas para as próximas décadas.

...estão entre principais gastos

Fundamentais para a manutenção da segurança pública, as Polícias Militares estão entre os principais gastos dos governo estaduais – e a folha de aposentados e pensionistas de policiais e bombeiros canaliza parte importante da receita dos estados, enfatiza o estudo. A conta é alta. Segundo o Ipea, os governos estaduais gastam, em conjunto, quase R$ 80 bilhões ao ano com a folha de pagamento dos policiais militares, equivalente a cerca de 12,5% da receita corrente líquida (RCL) somada de todos os governos estaduais.

Despesas subiram...

"Os gastos com policiais e bombeiros militares representam um peso crescente nas contas estaduais. Essa tendência está relacionada às condições de transferência para a reserva remunerada, as quais possibilitam que os militares se tornem inativos em idades muito inferiores às dos demais trabalhadores", justificou o Ipea, no levantamento. Esse gasto subiu rapidamente na última década – era R$ 39,9 bilhões em 2006, e em 2017 foi quase o dobro, chegando a R$ 79 bilhões, a preços constantes de junho de 2018, nos dois momentos

...na última década

Ainda de acordo com o estudo do Ipea, o gasto total da folha com os militares subiu, em média, 7% ao ano entre 2006 e 2017, enquanto a Receita Corrente Líquida somada dos estados cresceu a uma média de 3%. Consequentemente, o peso das folhas de pagamentos subiu, de cerca de 9% para 12,5% da RCL - "dois terços dessa variação se devem ao aumento nas despesas com inativos e pensionistas", diz o estudo do Ipea. O número total de militares estaduais deverá avançar nos próximos anos, bem como o de inativos, que querem fugir da perda de benefícios.

Monitorar a deep web

Monitoramento da deep web ou dark web por parte de autoridades pode evitar novos atentados como o que ocorreu da Escola Estadual Raul Brasil, em março, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, matando oito estudantes. A avaliação foi feita por Daniel Nascimento, CEO da CNPontocom, empresa que acompanha a internet para empresas privadas. Ele foi convidado para falar, semana passada, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em debate sobre o massacre  praticado por dois jovens na escola, após darem todas as pistas,  na deep web edark web, de que cometeriam os crimes.  

Hacker contra cracker

Do debate, participaram representantes da Abin, a agência oficial de informação; da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. “Todos os mecanismos atuais de controle da internet são falhos e fracos no Brasil para coibir o uso da rede para fazer apologia ou até mesmo angariar pessoas para praticar esse tipo de massacre”, afirma Nascimento, que, no início da juventude, chegou a ser preso por praticar fraudes na internet. “É preciso evoluir na regulamentação da profissão de quem conhece profundamente a internet, o hacker, que cria programas para computadores, valorizar esses profissionais. Só eles têm conhecimento para combater o cracker, que quebram sistemas de seguranças”, acrescentou.

Auditoria e tecnologia (I)

Em um cenário em que o país nunca precisou tanto de auditores preparados, encontrar soluções e incentivar o fortalecimento das áreas de auditoria nas empresas públicas e privadas tornou-se essencial. Essas e outras relevantes pautas estarão no centro dos debates durante a 39a edição do Conbrai – Congresso Brasileiro de Auditoria Interna, que neste ano ocorrerá em Florianópolis, entre os dias 15 e 17 de setembro. Com o tema “Tecnologia e Inovação para a Auditoria Interna”, o evento terá mais de 30 apresentações, com alguns dos principais nomes da profissão que abordarão questões envolvendo a Lava Jato, Lei Anticorrupção, compliance, auditoria governamental, prevenção a fraudes, entre outros.

Auditoria e tecnologia (II)

“As instituições brasileiras, sejam públicas ou privadas, têm investido com responsabilidade em suas áreas de integridade que incluem auditoria, controle interno, compliance e riscos, incentivando o acesso a conferências, cursos e certificações internacionais. O cenário é de desafios tecnológicos imensos para o setor e o Conbrai é a mais importante bússola, capaz de mostrar as últimas tendências e soluções para o fortalecimento da carreira”, lembra Paulo Gomes, diretor-geral do IIA Brasil – Instituto dos Auditores Internos do Brasil, uma das entidades promotoras do congresso.

Mercado esportivo em alto

O Brasil contabilizou, em 2018, cerca de R$ 13 bilhões em vendas de roupas (R$ 3,98 bilhões) e tênis esportivos (R$ 8,9 bilhões), como aponta estudo do The NPD Group, uma empresa de pesquisa de mercado de origem norte-americana e que opera no Brasil desde 2014, além de estar presente em outros 21 países nas Américas, Europa e Ásia. Apesar do volume expressivo, o mercado brasileiro representa apenas 2% do faturamento global (de US$ 196 bilhões), ocupando a sétima posição no ranking dos países pesquisados pelo NPD Group.

EUA na liderança do ranking

A lista da pesquisa elaborada pelo NPD Group é liderada pelo mercado dos Estados Unidos, que detém 49% das vendas globais, à frente da Europa (17%), China (16%), Japão (5%), Coreia e Rússia (4%). O Brasil, porém, busca crescimento no setor, apostando especialmente na crescente moda athleisure (brasileiros que adotam roupas e calçados também para lazer), que surge como tendência nas classes mais altas, no e-commerce (vendas de ambos os produtos registraram aumento de 29% em relação a 2016), além da expansão do consumo junto às pessoas de baixa renda.

Acima do bem e do mal

“A tecnologia acima do bem e do mal – A tragédia do homem contemporâneo”, editado pelo Instituto de Tecnologia, Administração e Filosofia (ITAFI), analisa a tecnologia além dos aparatos e da usabilidade dos aparelhos e programas. O livro será lançado no próximo dia seis, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na capital paulista. “O objetivo da publicação é abordar a tecnologia em sua essência, como meio que vem sendo utilizado pelo homem para criar coisas das quais não pode se defender. Eu pretendo mostrar como, dessa forma, o homem se torna vítima deste modo de fazer logístico”, explica o autor, José Rubens Salles Toledo, mestre em Filosofia e professor de tecnologia do ITAFI, que dará uma palestra sobre o tema no auditório Eva Herz, às 19h, no dia do lançamento. O escritor recorre a exemplos recentes, como o acidente nuclear de Fukushima e os casos de alterações genéticas, para explicar como o domínio do homem pela tecnologia – e não o contrário, como deveria ser – provoca estragos irreversíveis que poderiam ser evitados.

Terça Insana

Grace Gianoukas, criadora e atriz do Terça Insana, contará ao público as insanidades do projeto. (Foto: Divulgação)

O projeto Terça Insana comemora 18 anos com uma curta temporada no teatro Folha, em São Paulo, de 4 de maio a 15 de junho, com sessões aos sábados às 22h. Criado e dirigido por Grace Gianoukas, o projeto Terça Insana revolucionou a cena do humor no país, com inovação e respeito pela arte de fazer comedia,  com apresentações de atores transformados em autores de seus próximos personagens e textos. O ator Roberto Camargo,  que está  desde a primeira formação do elenco fixo da Terça Insana, que estreou em 2001 no teatro Next, estará ao lado de Grace Gianoukas em todas as apresentações. Durante o espetáculo eles farão um bate papo com o público, contando as insanidades, histórias e curiosidades dos bastidores do projeto.

 

 Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br