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Em um planeta que vive uma crise – ou emergência – do clima, situação bem mais grave que uma mudança climática, como definiu recentemente o jornal britânico “The Guardian”, não há como ignorar que as questões ambientais perpassam a atividade econômica, do começou ao fim. E cada vez mais. Mas parece que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ainda não se convenceram disso. Vários setores sociais e econômicos se mobilizam, no Brasil e exterior, contra a postura do governo Bolsonaro em relação à proteção ambiental, com aumento expressivo do desmatamento e das queimadas.

Câmara se alia a agronegócio e...

Ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em seu perfil pessoal no Twitter que a Casa vai criar uma comissão externa para acompanhar o problema das queimadas que atingem a Amazônia. Além disso, o parlamentar também informou que também vai realizar uma comissão geral nos próximos dias para avaliar a situação e propor soluções ao governo. "É importante para mantermos forte nossas exportações do agronegócio e preservar o nosso meio ambiente", disse Maia, de acordo com o Estadão Conteúdo.

... vai propor soluções ao governo

Comissão geral é o termo usado para definir um amplo debate realizado pelo plenário da Casa para discutir matéria relevante para o País. Além dos deputados, o evento pode contar com representantes da sociedade ligados ao assunto e também com ministros de Estado. A decisão de Maia vem um dia depois do presidente da República dizer a repórteres que Organizações Não Governamentais (ONGs) são as maiores suspeitas pelo incêndio criminoso que se alastra pelas regiões Norte e Centro-Oeste do País nos últimos dias.

Queimadas têm repercussão global

O assunto está sendo mundialmente repercutido pela imprensa internacional. Nos últimos dois dias, o Twitter contabilizou 4 milhões de posts sobre o tema por todo o mundo. Mesmo assim, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse, ontem, que a Europa utiliza o discurso ambiental do desmatamento no Brasil para proteger sua própria produção. Segundo ele, "o Brasil desmata, mas não no nível e no índice que é dito" e os europeus têm dois motivos principais para atacar o país: confrontar os princípios capitalistas e impor barreiras ao crescimento brasileiro.

Impeachment do ministro Salles

"Se tu me mostrar um país europeu com um código florestal que de longe se assemelha ao do Brasil, aí eu posso reconhecer alguma razão nas críticas”, ressaltou Lorenzoni. Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) prometeram protocolar, ainda ontem, no Supremo Tribunal Federal (STF), pedido de impeachment do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. No entendimento dos senadores, o ministro cometeu crime de responsabilidade em suas decisões no cargo, além de atos incompatíveis com a função, ao perseguir agentes públicos.

Transformação digital (I)

As novas tecnologias já permitem carros sem motorista e apps que promovem uma direção mais segura. As possibilidades para o setor automotivo são infinitas, mas o progresso ainda esbarra no desconhecimento das empresas, que sequer criaram estratégias para promover a transformação digital. É que revela o recém-lançado ICTd - Índice CESAR de Transformação Digital. Numa escala de zero a 100, essas empresas marcam 57,34 pontos, ou seja, atendem a 57,34% dos quesitos necessários para a transformação digital. Para chegar a essa média, foram avaliados o nível de maturidade das empresas a partir de oito eixos: Cultura & Pessoas, Consumidores, Concorrentes, Inovação, Processos, Modelo de Negócios, Dados & Ambiente Regulatório e Tecnologias Habilitadoras. Destes, o mais maduro no setor automotivo é o eixo de Modelo de Negócios (61,58), seguido por Consumidores (61,05). Já os eixos que estão mais distantes da transformação digital estão Tecnologias (52,96) e Inovação (54,37).

Transformação digital (II)

Transformação Digital é a destruição criativa, em rede, dos modelos de negócios tradicionais provocada pela maturidade das plataformas digitais. “Há incorporações tecnológicas importantes no produto, no entanto estas empresas não mudaram a forma como inovam, como trabalham com seus consumidores, como competem entre si e com outros setores. Tanto é que estão sendo atacadas pelo setor de transporte via apps, como Uber e 99”, destaca o CDO - Chief Design Officer do CESAR, Eduardo Peixoto. O estudo mostra ainda que apenas 37,36% das empresas brasileiras do setor automotivo estão se preparando para lidar com essa nova realidade. A maioria sequer deu os primeiros passos nesse sentido. E ao se analisar as empresas que de fato já têm ações em curso ou planejadas, o que a pesquisa apresenta é que ainda existe uma grande expectativa de que o digital traga melhorias mais operacionais e pouco transformacionais.

Ilusionismo hightech

O impossível é relativo? É com esta pergunta que os ilusionistas Klauss Durães e Henry Vargas convidam o público para seu show "Desafios Mágicos: Relatividades". O espetáculo estreia sua temporada em São Paulo, hoje, no Teatro Folha. "A mágica trabalha com arte de quebrar as leis e as lógicas convencionais. O impossível para mim pode ser possível para outras pessoas. É tudo uma questão de ponto de vista", diz Klauss. Os artistas levam a tecnologia para o palco. Apresentações com tablets leds substituem os "velhos" truques de tirar o coelho da cartola ou cortar a mulher ao meio. O objetivo da dupla é promover uma apresentação interativa. Para isso, trabalha com a realidade de vida do público e também usa elementos cotidianos nas interações ao longo do show.

Gestão no canteiro de obras

A construtora paulista Caprem fomentou um novo modelo de controle de insumos para o canteiro de obras. A partir da necessidade da construtora, que já fez a entrega de mais de 1,7 mil unidades habitacionais, a empresa de tecnologia Teclógica criou um novo módulo em sua solução de mobilidade para o setor, o Mobuss Construção. Acessado via dispositivos móveis, o módulo permite uma gestão mais eficiente dos produtos utilizados nas construções, localização e transferência para outras obras, reduzindo compras duplicadas e desperdícios. O controle dos insumos acontece em tempo real. A construtora controlava os materiais utilizados em obras por meio de um Sistema ERP e de planilhas de Excel. “O controle não era efetivo, já que não tínhamos uma visualização do que estava sendo movimentado entre obras e dentro delas. Precisávamos de algo maior para evitar perdas de equipamentos de alto custo em desmobilização de obras. Foi pensando em tais necessidades que a Caprem sugeriu detalhes técnicos para criação de um software específico”, conta Vinicius Massini, gestor de TI da Caprem Construtora.

Poesia de Cohen na dança

Legenda: Com 27 anos, a  Les Ballets Jazz de Montreal é a segunda atração da atual temporada Alfa de Dança. Foto: Marc Montplaisir.

A 16ª Temporada de Dança do Teatro Alfa, em São Paulo, continua em alta, com apresentação da primeira atração internacional, a Companhia Ballet Jazz de Montreal, de 30 de agosto a 1º de setembro. Inspirada na obra do poeta e autor-compositor Leonard Cohen, a peça comemora os 45 anos da criação do grupo, em 2017. Dance me é a criação exclusiva e ambiciosa da Companhia Les Ballets Jazz de Montréal, de três coreógrafos de renome internacional – Annabelle Lopez Ochoa, Andonis Foniadakis e IhsanRustem. Aprovado por Leonard Cohen durante sua vida e sob a direção artística de Louis Robitaille e a forte e ousada dramaturgia de Eric Jean, esta homenagem ao famoso poeta-cantor-compositor evoca os grandes ciclos da existência em cinco temporadas, como descrito em a música e os poemas profundamente reflexivos de Cohen.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br