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Tida como uma das próximas empresas brasileiras de tecnologia com potencial para atingir US$ 1 bilhão em valor de mercado (ou unicórnios, em termo na moda), a catarinense Neoway pretende abrir capital no “final de 2019 ou em 2020”. A afirmação foi feita ao DCI pelo presidente da empresa, Jaime de Paula. “Minha obsessão é fazer um IPO bem feito.” Há uma semana, de Paula participou em Nova York de evento da Morgan Stanley para capacitar empresas interessadas em dar tal passo. “O que chama atenção é a competição entre as duas bolsas de lá [NYSE e Nasdaq] para capturar IPOs.” No País, a Neoway é fornecedora de tecnologia e parceira da B3.

Vai comprar quem?

Especializada em inteligência analítica e big data, a catarinense captou US$ 75 milhões em duas rodadas de investimento realizadas em junho e setembro passados. O dinheiro vai sustentar aquisições aqui e no exterior. “No Brasil, já estamos em diligência prévia [com um dos alvos]. Podemos ter novidades na semana que vem. Nos EUA, uma empresa está com proposta”, abriu de Paula, que já tem o JP Morgan e o Bank of America como clientes. Os próximos passos da internacionalização da companhia são Índia e Portugal.

Caminho das Índias

“Portugal é nossa rota para o mercado europeu”, afirmou o empresário. Já a Índia surge como um desafio a ser superado. “95% das vendas que ocorrem no país são para o mercado informal”, ressalta. Um dos serviços oferecidos pela Neoway é justamente o mapeamento de empresas e suas respectivas informações - depois utilizadas por clientes como insumo para a definição de estratégias de negócios. “Temos 20 milhões de empresas ativas aqui. Na Índia, são 4,5 milhões formais. Em dois ou três anos, eles podem passar para 30 milhões.”

Big data para todos

"No ano passado dobramos a atuação na construção civil e no setor automotivo”, comemorou de Paula: com 90% do faturamento oriundo do mercado doméstico, a Neoway tem forte presença em setores como finanças, telecomunicações, saúde e tecnologia. Entre as principais clientes (e parceiras) está a Microsoft. Presidente da gigante no Brasil, Paula Bellizia foi uma das 500 convidadas pela catarinense para discutir o uso de dados no Data Driven Brasil, encerrado na última sexta-feira (9) em Florianópolis.

Consumidor digital na mira da Atento

A Atento fez no último ano 100 milhões de interações digitais, sendo 40 milhões por chat, redes sociais, e-mail e portal de vendas. Neste último canal foram feitas 14 milhões de interações. Foram contabilizados 50 milhões de SMS e 1 milhão de atendimentos com bot de recrutamento. “Esses números reforçam a aposta da companhia em um relacionamento mais conduzido pela inovação de acordo com o perfil do novo consumidor”, diz a empresa. Com isso, os serviços digitais somaram 12% da receita líquida da Atento Brasil (3º tri de 2017). /Contribuiu: Henrique Julião

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