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Apesar das semelhanças culturais e da aproximação em consequência da nova política externa Sul-Sul do Brasil, nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, destinada a reforçar a integração entre os países em desenvolvimento, ainda é muito tímida a presença das marcas brasileiras no continente africano. Estimular os empresários brasileiros a descobrir o que tem do outro lado do Oceano Atlântico, independentemente das políticas de relações internacionais dos governos, é a missão que o Instituto Brasil África Fórum (IBRAF) abraçou desde 2011, quando foi criado, em Fortaleza (CE).

‘Mais fácil olhar para a Noruega’

“O mundo já despertou interesse para o potencial dos 54 países africanos, mas os brasileiros ainda preferem olhar para a Noruega do que para Ruanda e Líbia”, diz o professor João Bosco Monte, presidente e fundador do IBRAF. Várias companhias aéreas africanas estão no Brasil, 80% da carne consumida no Egito são produzidos aqui, o primeiro cabo submarino de fibra ótica entre Luanda (Angola) e Fortaleza foi construído pela multinacional de telecomunicações Angola Cables, o Aeroporto de Guarulhos é operado, em concessão, pela estatal sul-africana ACSA.

Hub de tecnologia em Ruanda

Monte enfatiza que esses são apenas alguns exemplos da integração econômica já existente entre empresas brasileiras e africanas. “O grupo paranaense Positivo montou uma planta de fabricação de computadores de baixo custo em Ruanda, onde o governo investe em um hub de tecnologia para mudar a imagem daquele país, centrada em um genocídio conhecido mundialmente. Outra fábrica da Positivo já está operando em Nairobi, capital do Quênia”, exemplifica o presidente do Instituto. “Muito diferente de quando começamos a trabalhar, em 2006.”

Muito além das rabidantes

O idealizador do IBRAF conta que começou a se interessar em uma agenda de promoção de intercâmbio entre o Brasil e os africanos quando, 13 anos atrás, via mulheres rabidantes – ou seja, sacoleiras – comprando nas feiras de Fortaleza para revender em Angola e outros países. Hoje, essa atividade se intensificou com um vôo que dura três horas e dez minutos entre a capital do Ceará e Cabo Verde, operado por uma companhia aérea africana. De lá para cá, Monte visitou “todas as Áfricas”, principalmente os países lusófonos, até apostar no Instituto para ampliar o seu trabalho.

Fórum discutirá conhecimento

Uma das ações do IBRAF é o Fórum África Brasil, que terá a sétima edição de 12 a 13 de novembro, em São Paulo, com cerca de 300 representantes de governos, do setor privado, da academia e potenciais investidores que vão trocar experiências, discutir oportunidades e promover conhecimento. Neste ano, o tema é segurança alimentar e já estão confirmados como palestrantes o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão; o vice-presidente de Gana, Mahamudu Bawumia; o presidente do Banco Africano de Exportação e Importação, Benedict Oramah; entre outros.

Jovens denunciam mais

De acordo com pesquisa da Talenses com 3215 entrevistados, os profissionais das gerações Y e Z que passaram por situações de assédio sexual são os que mais denunciaram o ocorrido em suas empresas: 31% deles optaram pela denúncia, contra apenas 26% dos colaboradores da geração X e 25% dos baby boomers. Profissionais da geração Z são aquelas nascidos entre 1991 até os dias de hoje. Os da geração Y são nascidos entre 1979 e 1990. Já os da geração X nasceram entre 1965 e 1978. E os baby boomers são os mais velhos: nascidos entre 1946 e 1964. A pesquisa também indica que apenas 34% dos respondentes de grandes empresas que tiveram alguma experiência com assédio sexual denunciaram o ocorrido. Em relação aos respondentes de médias empresas, o número sobe para 41%. E nas empresas pequenas a porcentagem é de 35%. A pesquisa considera como grandes empresas aquelas que possuem mais de 500 colaboradores. As médias são entre 100 e 500 funcionários. E as pequenas empresas são as que possuem até 99 colaboradores.

Saúde em debate

O 8º Fórum Lide da Saúde e Bem-Estar, em 22 deste mês, na capital paulista, com cerca de 300 médicos e empresários, vai debater “Criatividade em saúde: busca por novos modelos - avanços da Medicina”; “Estilo de vida: a ‘fórmula’ da longevidade”; “Gestão da Saúde” e “Doenças Raras”. O evento, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, e pelo LIDE SAÚDE, contará com a participação do secretário estadual da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann Ferreira. Como palestrantes, estão confirmados Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; Rosangela Moro, advogada especializada em doenças raras; Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, e outros especialistas.

Lispector e Lobato

Em retomada de parceria interrompida em 2012, a Imprensa Oficial (IMESP) publica com a Biblioteca Mário de Andrade as edições de 72 e 73 da Revista da Biblioteca Mário de Andrade, respectivamente dedicadas a Clarice Lispector e Monteiro Lobato. No evento de lançamento, hoje à noite na Mário de Andrade, Gutemberg Medeiros e Luciana Sandroni, editores convidados das revistas, conversarão com o público sobre pesquisa e edição literária. Para Nourival Pantano Júnior, diretor-presidente da IMESP, o anúncio de renovação dessa parceria institucional coincide com edições que homenageiam escritores próximos da editora do Estado. “Logo identificamos a familiaridade da IMESP com esses dois autores, advinda de parcerias com a Edusp e com a Editora da Unesp, quando foram publicados em coedição, respectivamente, Clarice fotobiografia e Monteiro Lobato, livro a livro: obra infantil, este último vencedor do prêmio Jabuti na categoria Melhor livro do ano, em 2009”, pontua no prefácio.

O eterno aprendiz

O ator Rogério Silvestre interpreta Gonzaguinha, morto aos 45 anos, em 1991, e que deixou obra extensa e alinhada com os anseios de sua geração, mas que ainda encontra eco quase três décadas depois. (Foto: Fernando Grilli)

 

O musical “Gonzaguinha: O eterno aprendiz” chega pela primeira vez à capital paulista, em curtíssima temporada (de 19 a 21 de julho), no Teatro Procópio Ferreira, na cidade de São Paulo, com apresentações na sexta-feira, às 21h30, sábado às 21h e domingo às 19h30. No palco, o ator Rogério Silvestre dá vida ao personagem central, interpretando um texto poético que passeia por momentos marcantes da vida do cantor e compositor carioca como a infância no Morro de São Carlos (RJ), os primeiros passos na carreira artística, os embates com a ditadura militar e a relação conflituosa com o pai, o rei do Baião, Gonzagão. O espetáculo conta com 16 canções assinadas por Gonzaguinha que são apresentadas pelo protagonista, mais dois cantores e seis músicos: "Explode Coração", "Recado", "Começaria Tudo Outra Vez", "Moleque", "Sangrando", "O Que é o Que é?", "Ponto de Interrogação", "Eu Apenas Queria Que Você Soubesse", "Com a Perna no Mundo", "Grito de Alerta", "De Volta ao Começo", "Palavras", "É", "Diga Lá, Coração", "Espere por Mim, Morena" e "Vamos a Luta".

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br