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Eterna pauta nos programas de governo e dos legisladores brasileiros, a reforma tributária voltará à tona no debate da campanha eleitoral. Os candidatos à Presidência da República serão chamados a se posicionar sobre o que pensam acerca do sistema tributário – que financia os gastos do Estado brasileiro por meio de cobrança de tributos –, da mesma forma como terão de indicar sobre dar sequência (ou não) às mudanças na previdência social, que impactam a aposentadoria da população. Segmentos do eleitorado organizados e com poder de fogo já se preparam para levar suas propostas aos que disputarão a corrida presidencial.

Mudanças para o desenvolvimento

Os agentes fiscais de renda do Estado de São Paulo, reunidos no Sinafresp, sindicato da categoria; auditores fiscais da Receita Federal, representados pela Anfip; e fiscais estaduais e distritais filiados à Fenafisco – totalizando cerca de 60 mil profissionais – realizam de 4 a 6 de junho, na capital paulista, o Fórum Internacional Tributário. De acordo com Glauco Honório, vice-presidente do Sinafresp, “o evento quer ser protagonista do lançamento do projeto Reforma Tributária Solidária, com foco no princípio de que tributos conduzem ao desenvolvimento”.

Exemplos de 14 países

Ainda segundo o vice-presidente do Sinafresp, o encontro trará completa experiência sobre diferentes sistemas tributários de 14 países de cinco continentes, para enriquecer o debate e ajudar a implementar uma reforma tributária nacional consistente e justa, e cada dia mais urgente”. Ao final do evento, será elaborado um documento para ser entregue aos candidatos à Presidência da República. O evento também vai enriquecer o núcleo permanente para a busca de melhoria nas complexas questões tributárias, que devem englobar crescimento e bem-estar, segundo o Sinafresp.

Fusão em seguros para alta renda

Duas das principais corretoras de seguros de vida do país, especializadas em produtos para público de alta renda – a Segasp e a Univalores – acabam de unir suas experiências, know-how em administração e capacidade de formação de corretores e consultores independentes, focados em seguros de pessoas como base de planejamento financeiro e proteção familiar, e criam uma empresa com maior capacidade de investimentos. Com a fusão, serão 1,5 mil corretores e consultores, com faturamento de R$ 82,3 milhões em 2017 – ou 0,24% do mercado nacional de seguros.

Criações contemporâneas

No novo formato de edital que o Oi Futuro propôs a partir de 2017, mais afinado com as formas de criação contemporâneas, foram eliminadas as categorias e áreas artísticas – como Música, Teatro, Artes Visuais – valorizando a convergência de linguagens. Dentro deste espírito, o edital selecionou manifestações como o Amazônia Mapping e o SSA Mapping, que reelaboram a percepção da cidade por meio da arte, e o Soy Loco por Ti Juquery, ocupação do antigo hospital psiquiátrico do Juquery, em São Paulo. Os selecionados foram anunciados anteontem (16).

Aceleração de startups (I)

O Scale-Up Endeavor está começando ao mesmo tempo em seis polos regionais, a partir dos estados Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para apoiar empreendedores com potencial de se tornarem cases de sucesso no Brasil. Com cerca de 15 a 20 empresas em cada polo, todas com faturamento crescendo acima de 20% ao ano, o programa de aceleração terá sete meses de duração, com foco na identificação e superação de desafios dos negócios selecionados.

Aceleração de startups (II)

No caso do polo de Pernambuco, de maio a novembro, 15 startups que faturaram juntas no último ano cerca de R$ 300 milhões e com crescimento médio de 87%, recebem aporte de conteúdo, além dos principais mentores do mercado nacional, indicados pela instituição para auxiliar no crescimento e escalada do seu negócio. A únicastartup da Paraíba foi a Mvarandas, que cria soluções inovadoras de acordo com cada tipo de negócio. Sediada em João Pessoa, foi a primeira empresa a desenvolver um cardápio digital para restaurantes em diversos idiomas para a Copa do Mundo. “Quando fomos convidados, sentimos naquele momento que passaríamos para um novo patamar de empreendedorismo e gestão, pois os mentores do programa são de alta relevância nacional, identificando pontos primordiais para o crescimento da Mvarandas. Hoje somos ajudados, e amanhã ajudaremos na promoção de um ecossistema de empreendedorismo nacional e regional”, diz Marcus Varandas, CEO da Mvarandas.

Voando alto

A Vai Voando, empresa do Grupo Flytour – uma das principais companhias de turismo do Brasil -, registrou o seu melhor primeiro trimestre neste 2018. Cresceu 43% em comparação ao primeiro trimestre de 2017. A empresa credita os números às novidades implementadas ao longo do ano, como a venda de hospedagem pré-paga via boleto no mesmo sistema de vendas das passagens aéreas, com parcelamento em até 12x e sem consulta de crédito, - o uso da realidade virtual como ferramenta de vendas nos pontos de vendas, e a parceria com redes populares. Os principais destinos vendidos foram Fortaleza (CE), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Salvador (BA) partindo de Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). De todas as vendas realizadas no primeiro trimestre, 65% foram com embarque acima de 60 dias, e 55% foram parceladas no boleto. O ticket médio foi de R$ 1.089,00.

A arte de contar histórias

Contadores de diferentes culturas se unem para celebrar as tradições orais de seus países na oitava edição do “Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias”, de 22 a 26 deste mês, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Sesc Bom Retiro, no Auditório Ibirapuera, nas Fábricas de Cultura, na Cinemateca Brasileira e no Itaú Cultural. A programação do evento tem cerca de 100 atividades gratuitas, entre espetáculos, oficinas, rodas de conversas e intervenções artísticas. “O evento é estruturado a partir da abordagem triangular para o ensino e aprendizagem da arte elaborada por Ana Mae Barbosa. Isso significa, antes de mais nada, que a arte narrativa é considerada como fenômeno das culturas humanas que ocupa um lugar ao lado das artes visuais, teatro, música, dança e artes midiáticas e multilinguísticas contemporâneas”, comenta a curadora Regina Machado.Criado em 2001, o Boca do Céu é considerado o maior encontro de contadores de histórias do Brasil. A última edição do evento bienal, que ocorreu em 2016, ofereceu atividades com mais de 80 artistas nacionais e 9 contadores estrangeiros, e recebeu 10,3 mil pessoas ao longo de oito dias de programação.

Matemática criativa

O Seminário Mentalidades Matemáticas, na capital paulista, na próxima quarta (23), apresentará propostas sobre como a matemática pode e deve ser ensinada de forma aberta, criativa e visual.  O conceito de “mentalidades matemáticas” tem por base teórica o trabalho da professora e pesquisadora Jo Boaler, da Universidade de Stanford (EUA), que, nos últimos anos tem revolucionado os estudos na área. Ela afirma que todos são capazes de aprender conteúdos matemáticos complexos. O seminário contará com a presença do pesquisador e professor Jack Dieckmann, diretor de pesquisa do Centro de Estudos Youcubed, da Universidade de Stanford, coordenado por Jo Boaler, que também participará do evento em conferência.  O evento é promovido pelo Instituto Sidarta, Fundação Lemann e Fundação Itaú Social.

Qualquer empresa pode inovar 

Uma forma ágil de inovar em qualquer segmento para manter os negócios competitivos. O estudo, fruto de mais de 300 projetos de inovação, com resultados consistentes nos últimos oito anos está no livro “Branding por Meio da Gestão pela Inovação”, do professor e executivo Juan Pablo Boeira. Com formação em Inovação por Harvard e Dinâmica dos Negócios pelo MIT, Boeira apresenta um passo-a-passo com instrumentos e ferramentas práticas, permitindo análises robustas de dados históricos e cenários futuros consistentes. “Através do mapeamento de todo o sistema mercadológico em que as empresas estão inseridas, será possível projetar as possíveis reações que o mercado terá a partir das inovações a serem desenvolvidas”, afirma. “A metodologia conclui que, qualquer empresa, independente do porte ou recurso financeiro disponível, pode inovar e de forma ágil”, pontua o autor.

Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br