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Ajudante, em grego, é o significado de Alexia, o nome da empresa de assistentes pessoais remotas que simplificam a vida de pessoas jurídicas e físicas, com atendimento rápido e prático por meio de e-mail, WhatsApp ou telefone. “Na minha vida profissional e pessoal, o que mais sinto falta é tempo. Não deve ser diferente com os outros. Por isso, montei a Alexia”, diz Bia Arbex, empresária que idealizou a iniciativa depois de ter sido CEO da TNS Brasil e da The Body Shop Brasil. “Tiramos da frente as tarefas que os ocupados não conseguem. Com assistentes treinadas, que nunca faltam ao trabalho e sem vínculo trabalhista”, enfatiza.

Listinha de pendências

Como executiva, a empreendedora viveu na própria pele a falta de tempo para resolver “aquela listinha de pendências que todo mundo carrega no bolso”. Arbex lembra que as empresas estão contratando cada vez menos secretárias, bem como pessoal de suporte. “Atividades que não estão no centro dos negócios das companhias são cada vez mais terceirizadas”, comenta. Diante desse quadro, quatro anos atrás ela montou uma empresa de secretárias virtuais, mas a iniciativa não deu certo e ela voltou a trabalhar como executiva, até criar a Alexia, dois anos atrás.

Empregos para ex-secretárias

Com a experiência de um empreendimento que não deu certo, Arbex arregaçou as mangas para colocar em pé seu projeto. “Como também gosto de trabalhar com programas sociais, pensei em um negócio que oferecesse trabalho e renda para mães que não podem trabalhar fora, secretárias executivas aposentadas, jornalistas e até uma ‘alexia’ homem. É uma atividade que requer responsabilidade e comprometimento”, ressalta. Duas “alexias” cuidam de cada cliente, para evitar descontinuidade na conta em períodos de férias.

Alívio para pequenas empresas

O preço do trabalho de assistência pessoal remota pode ser mensal ou por job. “A mensalidade é baseada no número de horas de um assistente. Por volta de uma hora de dedicação por dia custa cerca de R$ 1,4 mil. O valor de nossos serviços varia de R$ 60 a R$ 90 a hora, depende da complexidade”, explica Arbex. Um dos alvos são as pequenas empresas. “Os negócios de menor porte têm dificuldade para contratar pessoal de suporte e por R$ 1,4 mil podem usufruir do trabalho de um assistente, com custo bem abaixo do que assumir um empregado.”

Vaca para presentear

A aposta é no atendimento personalizado, na contramão dos robôs, tendência do momento. “Já compramos uma vaca para um casal presentear a filha, transportamos cavalo de raça de um município a outro no interior. Descomplicar e resolver atividades não usuais também faz parte de nossa lista de soluções”, explica Arbex, que quer ter 100 clientes em dois anos, ou seja, quadruplicar a carteira atual de 25 clientes, atendidos com dez “alexias” fixas e vinte contratadas por job. A renda que a empresa proporciona a esses prestadores de serviço varia de E$ 500 a R$ 3,5 mil.

Mediação em cartórios...

Processos de divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens e danos morais agora poderão ser solucionados por meio da mediação e conciliação nos cartórios extrajudiciais. Com isso, milhões de brasileiros terão a opção de não se deslocarem para ingressarem com ações judiciais, economizando tempo, custos processuais e, ainda, auxiliando o Judiciário nacional a reduzir o número de processos.

...já é possível

A medida que permite tal facilidade foi sancionada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio do Provimento 67/2018 em março deste ano. A expectativa da Confederação Nacional de Notários e Registradores (CNR) é que essa decisão irá facilitar a resolução de questões hoje encaminhadas ao Poder Judiciário, em especial os casos de menor complexidade, que hoje são direcionados aos Juizados Especiais. Essas ações correspondem a 27% do casos ingressados anualmente à Justiça brasileira, segundo dados do CNJ, e agora poderão ser demandadas nos municípios e distritos, visto que os juizados e fóruns atuam somente em suas respectivas comarcas, enquanto os cartórios estão presentes em todo território nacional.

Cacau e sustentabilidade

No terceiro relatório anual de seu programa de sustentabilidade voltado à cadeia de produção do cacau, o “Cocoa Life”, a Mondelēz International reafirma o propósito de criar uma forte cadeia de fornecimento de cacau e conscientizar sobre o desmatamento e mudanças climáticas no Brasil, Gana, Costa do Marfim, Indonésia, República Dominicana e Índia. O relatório destaca entregas positivas do programa, como o aumento global do cultivo de cacau de origem sustentável de 14% para 35% impactando 120.500 produtores e distribuição de mais de um milhão de árvores em um esforço global para as mudanças climáticas. Até o final de 2017, o programa alcançou 120.500 produtores - um aumento de 31% comparado ao ano anterior - em 1.085 comunidades - acréscimo de 26%.

Mulheres Líderes

“Perspectiva de mercado para 2018” é o tema do Seminário Mulheres Líderes, nesta terça (24), no Auditório da Sociedade Brasileira de Coaching (SB Coaching), na capital paulista. O seminário contará com uma rodada de debates com a CEO da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Denise Santos, e com a jornalista Joice Hasselmann.

Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br