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A Embraer e a Boeing estudam criar uma segunda joint venture para o avião cargueiro KC-390, já desenvolvido e construído numa parceria entre as duas companhias. A Boeing tem interesse em ter esse avião não só em seu portfolio, mas como um produto que o governo dos Estados Unidos possa oferecer aos aliados militares. Os estudos neste sentido estão adiantados e podem ser anunciados em outubro, quando o governo federal pretende dar seu aval positivo para a negociação, e também na assembleia de acionistas da Embraer, marcada para dezembro deste ano, quando está previsto o anúncio da venda de 80% da empresa para a Boeing.

NewCo, este é o nome

O nome da joint venture principal entre a Boeing e a Embraer, decorrente da compra, pela norte-americana, de 80% da aviação comercial da brasileira, por US$ 3,8 bilhões, ainda é mistério, inclusive para a direção das duas companhias. O martelo será batido nas próximas semanas. Atualmente, a companhia é chamada de NewCo pela direção da Embraer em suas apresentações. Alguns entusiastas chegaram a propor Boeing do Brasil, que acabou sendo descartado. A sede da nova empresa será em São José dos Campos ou em São Paulo, no Estado de São Paulo.

Para quem estava à beira de quebrar...

E por falar em Embraer, a empresa sai da feira britânica de aviação de Farnborough com cerca de 300 novas encomendas e intenções de compra da nova família de jatos comerciais E2, em acordos com potencial de reforçar a carteira de pedidos da fabricante brasileira em alguns bilhões de dólares nos próximos meses. Desse total, cerca de 100 jatos E175, encomendados pela norte-americana Republic Airways, a Azul quer ampliar em 21 jatos seu pedido de 30 E195-E2, a suíça Helvetic Airways pretende levar 12 E190-E2 e uma aérea espanhola tem interesse em três E195-E2.

...cerca de 300 encomendas é festa

Embora o grosso dos novos pedidos envolva intenção de compra, isso indica situação um pouco diferente daquela alardeada pelos defensores da fusão com a Boeing, de que, do negócio dependeria salvar a Embraer da quebradeira e, portanto, garantir a sobrevivência futura da brasileira. Inclusive, integrantes da direção da Embraer afirmaram a lideranças do Sindicato dos Metalúrgicos do Setor Aeronático de Botucatu, Avião Peixoto e São José dos Campos (SP), em reunião, dias atrás, que em seus 49 anos de vida, a empresa vive agora uma de suas melhores fases financeiras.

O empate permanece em São Paulo

Em cenário sem Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) continua em dificuldade para crescer em São Paulo, maior colégio eleitoral e mais expressivo reduto político do tucano. Último levantamento do instituto Paraná, divulgado ontem, mostra Alckmin (18,4%) numericamente atrás de Jair Bolsonaro (PSL, 21,4%), embora tecnicamente empatados em função da margem de erro (dois pontos percentuais para mais ou para menos). Em relação a junho, os índices dos pré-candidatos pouco se modificaram.

Renovada e sem sisudez (I)