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A solidez da Vale deve ser defendida pelos governos federal e de Minas Gerais por ser a mineradora uma das maiores empresas pagantes de impostos no País e no estado, com repercussão nas receitas de dezenas de municípios. A avaliação é de Julio Lage, sócio e CEO do grupo Belvedere – gestora de recursos brasileira com atuação nos Estados Unidos e Portugal. “Neste momento de aperto fiscal e necessidade de manter a arrecadação, o impacto da redução no tamanho de uma empresa como a Vale seria desafiado. Mas, até o horizonte de incertezas acabar, uma coisa é certa: a instabilidade e volatilidade na ação serão altos”, analisa Lage.

Mercados punirão ações

De acordo com o CEO do grupo Belvedere, que fica baseado nos Estados Unidos, dentre tantas perguntas do momento acerca da tragédia da barragem da Vale em Brumadinho (MG), uma delas é: qual será o comportamento dos papeis da mineradora nos próximos dias? “Difícil tentar uma previsão, mas certo é que os mercados punirão estes papeis por considerar que as interrogações aumentaram e que a companhia tem vários riscos novos no ar. Com certeza, punições acontecerão e multas pesadas virão, mas ninguém consegue definir o tamanho, por enquanto”, comenta.

Dúvida sobre corte na produção

As medidas judiciais de bloqueio aconteceram, mas em caráter liminar e não ainda definitivo, lembra Lage. “As licenças de operação da Vale foram suspensas em alguns complexos, mas o que acontecerá com os outros? O complexo Ferteco, localizado em Brumadinho, responde por 7% da produção total da Vale”, acrescenta. Na balança é preciso colocar que a produtividade do minério da Vale é bem acima de seus concorrentes, diz Lage. “Interessante que no mesmo dia do acidente, as ações de empresas concorrentes tais como Rio Tinto e BHP subiram”.

Atitude dos acionistas

Tem ainda como os principais acionistas da Vale (Mitsui e Bradesco) enfrentarão este momento. “Quanto custa implementar um plano de contingência nestas barragens, para colocar fim a riscos destes e por que não foi executado? É viável? Também é incerta a a profundidade na punição da empresa pelos governos.” E quem possui a ação, o que fazer? É complexo dizer, mas quem carrega o papel visando longo prazo, e recentemente teve impacto destas quedas acentuadas, pode ter chance de melhorar um preço médio em algum momento.

Qual será o fundo do poço?

“A dúvida é qual seria o fundo do poço e a que nível o papel atingiria o menor nível. O preço está relacionado ao lucro e é impossível prever com exatidão qual o impacto do acidente no lucro da Vale e a futura projeção”, explica o CEO. “Quem estava comprado no papel visando ganhos de curto prazo e agora tem perdas fortes, o menor prejuízo é aquele que você sabe qual é, vender e realizar as perdas seria recomendável neste momento. Com certeza comprar o papel agora é precipitado diante de um número muito grande de incertezas” conclui Lage.

Acreano fabrica guitarras ‘verdes’

Luthier e músico acreano Lucas Mortari Montysuma utiliza os resíduos de madeira certificada que seriam descartados (Foto: Divulgação)
 

No Acre, onde predomina a floresta Amazônica e políticas públicas de conservação e exploração sustentável da mata têm melhorado a qualidade de vida das comunidades tradicionais e fomentado o crescimento de uma nova economia, o luthier e músico acreano Lucas Mortari Montysuma encontrou seu espaço. Lucas não compra madeira. Como matéria-prima para construir a guitarra, utiliza os resíduos que seriam descartados pela Agrocortex, empresa certificada pelo FSC, para tornar cada vez mais "verde" as guitarras fabricadas por ele. Lucas uniu a paixão, a habilidade e o recurso natural disponível para criar um negócio local sustentável: a Bravos, uma guitarra de madeira tropical certificada. “Por mais que pareça uma ideia rústica para alguns, a guitarra, depois de pronta, nos surpreendeu pela sonoridade e beleza. O nosso produto final tem qualidade e singularidade”, enfatiza Lucas, que também acabou de recebeu o selo de certificação do instrumento.

Parceria na Índia

Batizada de Indian Experience, comitiva empresarial organizada pela Câmara de Comércio Índia-Brasil está em Nova Déli. Entre integrantes, Anurag Srivastava, presidente do Grupo ADITYABIRLA, Fernando Silva, CEO da Nunes Farma, Augusto Lopes, CEO da Bemisa, Marcel Daltro e Thiago Oliveira, sócios do escritório Nelson Wilians e Advogados Associados. Os participantes estão visitando os maiores grupos empresariais e escritórios de advocacia do país. “Aqui estamos em contato com o que há de melhor na Índia, tanto no âmbito institucional, quanto no corporativo e jurídico. Visitamos a embaixada, o consulado e o Ministério das Relações Exteriores, além das federações de indústria”, afirma Marcel Daltro, sócio do NWADV.

MBA transnacional

 

Aulas 100% em inglês, quatro fóruns globais (São Paulo, Pittsburgh e China), intensa troca de experiências com profissionais de várias partes do mundo, desenvolvimento de mentalidade estratégica e habilidades analíticas necessárias para assumir posições globais e conduzir com confiança suas organizações para o futuro. Esses são alguns dos benefícios proporcionados pelo MBA Executivo da University of Pittsburgh, nos Estados Unidos, com 18 meses e está acessível a profissionais, empresários e empreendedores brasileiros. “O Brasil é uma potência em várias áreas de atuação, inclusive em empreendedorismo e liderança. O agronegócio é um excelente exemplo. Há empresas de vários segmentos da cadeia da produção de alimentos em expansão, unindo-se a corporações internacionais, participando cada vez mais ativamente do comércio internacional. Para enfrentar esses desafios, seus líderes e sucessores precisam estar bem preparados. Afinal, esta é uma arena para especialistas”, explica Karla Alcides, diretora da Universidade para a América Latina.

 

Natureza dos anjos

Saboia investiga e reinventa seres viventes (Foto: Divulgação)
 

Criaturas que caminham entre a luz e a sombra, abarcando os dois lados dentro de si. Duais, se apresentam em formas diversas: são mensageiros e também guardiões. Os seres viventes, chamados de anjos no Novo Testamento, por vezes encantam e em outras tantas assustam.  Em Guardiões, exposição pop-up que o artista recifense Samuel de Saboia que abriu ontem na  Emmathomas Galeria, eles surgem e são onipresentes. Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a mostra faz parte do Emma Pop, projeto que traz artistas convidados para expor no espaço expositivo do mezanino da galeria. “Assim como as aparições inesperadas desses seres, as pinceladas de Saboia são repentinas, explosivas e voluntariosas", comenta a curadora. "As cerdas deixam rastros de tinta, vezes acrílica, vezes óleo, que são revistas pelos seus próprios dedos, usados para pontilhar, suavizar ou trazer ainda mais emoção à tela", complementa.

*Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br