Publicado em

Um grupo de mais de cem intelectuais de diferentes partes do mundo assinou, na sexta-feira (29), uma carta pública de repúdio à ordem do presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), para que as unidades militares comemorem o aniversário da instauração da ditadura no 31 de março de 1964. Entre os nomes que se manifestaram estão os argentinos Adolfo Peres Esquivel, ativista de Direitos Humanos e vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1980 e Nora Cortiñas, fundadora das Madres de la Plaza de Mayo; Margaret Archer, presidente da Academia de Ciências Sociais do Vaticano; sociólogo Didier Fassin, da Universidade de Princeton.

Protesto de intelectuais

Dentre os brasileiros, o escritor, cantor e compositor Chico Buarque de Holanda; a cineasta Tata Amaral e a psicanalista Maria Rita Kehl. O apoio foi pedido pelas vítimas e familiares de vítimas da ditadura que aguardavam para sexta-feira uma decisão o Supremo Tribunal Federal em relação ao mandado de segurança para impedir os festejos de aniversário da ditadura. O texto assinado pelos intelectuais diz que “o presidente da República se comprometeu há menos de 100 dias a defender e implementar as normas emanadas da Constituição Federal de 1988”, segundo a Reuters.

‘Contra país inclusivo’

Ocorre que o “texto constitucional não é um amontoado de palavras cujo sentido pode ser arbitrariamente estabelecido e interpretado por nenhum agente público, muito menos pelo presidente da República”, argumenta o documento dos intelectuais. Eles ressaltam que “a decisão [do presidente] atenta contra o povo e o projeto de um país inclusivo, contra normas nacionais e internacionais e contra todas e todos que lutam em diferentes partes do mundo por justiça, reparação e pela não repetição de arbítrios e barbáries. Democracia e tortura não andam de mãos dadas”.

55 anos depois

Depois de quase uma década sem comemorações, o golpe de Estado de 1964 voltou a ser relembrado em Brasília na sexta-feira (29), em uma cerimônia de meia hora, no Comando Militar do Planalto, com a presença do comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, e outras autoridades militares. Apesar da recomendação do Ministério Público Federal para que o golpe de 1964 não fosse comemorado, o Exército decidiu seguir a determinação de Bolsonaro, e “rememorou” os 55 anos do golpe, tratado na cerimônia como um “momento cívico-militar”.

Período sem glória

Em meio a reações até mesmo judiciais contra a comemoração ao golpe, a ordem do dia preparada pelo Ministério da Defesa, lida na cerimônia, fala em lições aprendidas, transição para a democracia e atribuiu o golpe de Estado a uma resposta das Forças Armadas aos anseios da população à época, mas evita glorificar o período militar. “O 31 de março de 1964 estava inserido no ambiente da guerra fria, que se refletia pelo mundo e penetrava no país. As Forças Armadas assumiram o papel de estabilização daquele processo”, diz o texto assinado pelo general Azevedo e Silva.

Experiência europeia

De olho no crescente mercado aeroportuário, que já havia exigido do governo o anúncio de investimento de R$ 224 milhões para a modernização e reforma de 11 aeroportos regionais, além do leilão que arrecadou R$ 2,38 bilhões com a concessão de 12 aeroportos da Infraero no último dia 15 de março, a Gunnebo, empresa de origem sueca, referência por aqui em equipamentos de proteção eletrônica para o varejo, quer trazer sua experiência em controle e automação de aeroportos ao Brasil. Com o número de passageiros crescendo a uma média de 7% ao ano, os aeroportos e as companhias aéreas correm para otimizar e automatizar processos de embarque, que fizeram triplicar as vendas das soluções Gunnebo nos últimos quatro anos, presentes em mais de 100 aeroportos de todo o mundo.

Operações no mundo

As tecnologias da Gunnebo serão apresentadas aos executivos brasileiros do setor aeroportuário de forma inédita no 6º Latin America Airport Expansion Summit, dias 4 e 5 de abril, em São Paulo. Os consórcios vencedores do último leilão terão que administrar os aeroportos arrematados por 30 anos e a estimativa do governo é de que, neste período, cerca de R$ 3,5 bilhões sejam investidos nesses empreendimentos. Nove aeroportos do Brasil estão na lista dos top 20 mais movimentados na América Latina, de acordo com o Anuário 2018/2019 da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA). Guarulhos (SP), com cerca de 40 milhões, ocupa o segundo lugar. Congonhas (5º lugar), Brasília (8º), Galeão (9º), Confins (14º), Campinas (16º), Santos Dumont (17º), Porto Alegre (18º) e Salvador (19º) também compõem a lista. 

Wallet Digital é aposta

A WEX, uma das empresas líderes globais em soluções de pagamentos corporativos, anuncia o lançamento de sua Wallet Digital, como uma das frentes de negócios para 2019. O objetivo é ampliar seu escopo de atuação e atender um público mais amplo e mais diverso. A solução, que abrange formatos pré-pagos e de crédito, dá acesso a serviços como a abertura de contas digitais, emissão de cartões, saques no Banco24Horas, transferências de valores, pagamentos de contas, recargas de celular e outros. Segundo o CEO Latam, José Roberto Kracochansky, com a Wallet Digital, a WEX acredita que as empresas poderão se apropriar da plataforma de meios de pagamento, uma vez que é possível realizar customizações, conforme a necessidade e perfil de cada cliente. A multinacional acumula 30 anos de mercado e mais de 1,5 milhões de cartões emitidos no Brasil.

Ritmo acelerado 

A Pure Storage, fornecedora de plataforma de dados totalmente flash para a era da nuvem, encerrou 2018 com um aumento de 33% de receitas globais com relação ao ano anterior, totalizando US$ 1,36 bilhão. É nesse ritmo que a empresa traça as estratégias para 2019, que no Brasil incluem investimentos na região Sul e a expansão de estruturas administrativas, com o objetivo de impulsionar ainda mais os negócios neste território. Com foco nos setores de Finanças, Varejo, Saúde, Governo Federal e data center, o crescimento progressivo no país se deve também ao apoio de seus canais de distribuição. Segundo Paulo de Godoy, gerente geral da Pure Storage no Brasil, para este ano não há intenção de expansão de canais, que já atendem adequadamente a demanda nacional e a perspectiva de crescimento. “A partir de um cenário mais positivo, as empresas poderão investir mais em novas tecnologias e, de fato, construir a transformação digital”, acrescenta.

Hábitos conscientes

O Instituto Fecomércio RJ de Pesquisas e Análises (IFec), que detalha o perfil do consumo consciente, apresentou um levantamento de hábitos de consumo consciente, em todo o estado do Rio. Cerca de 95,2% dos consultados afirmaram apagar as luzes, 94,8% assumiram verificar se a embalagem do produto está danificada e 92,8% informaram checar a validade de um produto antes de comprá-lo. Já nos hábitos sustentáveis, as que apresentaram menor adesão por parte do consumidor foram: comprar produtos orgânicos   (44,8%), seguido da separação do lixo reciclado (45.8%). Ou seja, os hábitos conscientes menos adotados são os mais caros de serem praticados.

Contra a corrupção

 Pela primeira vez, as santas casas e hospitais beneficentes de todo o Brasil terão cursos à distância gratuitos de compliance, através do Telemedicina/EducaSUS. Quem pilota o projeto é o Instituto Ética Saúde - que também vai oferecer, sem custos, os cursos para os seus mais de 200 associados, entre fabricantes, distribuidores e importadores de produtos médicos, laboratórios de análises clínicas e hospitais - e a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp). “Esta proposta de conteúdo de compliance é pioneira no campo das atividades médico-hospitalares, tanto pelo aspecto tecnológico de Ensino à Distância quanto pelo alcance nacional, com possibilidade de interação imediata com especialistas de renome nacional e amplo conhecimento”, afirma o presidente do Instituto Ética Saúde, Gláucio Pegurin Libório. O primeiro módulo foi na última quinta-feira (28) com a transmissão para 34 pontos em 14 estados, além do Distrito Federal.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br