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Diante das evidências da chamada desidratação da reforma da Previdência, cuja versão final deve ficar longe de alcançar a economia de R$ 1,1 trilhão ao longo da próxima década, a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) já estuda outras medidas para tentar colocar as contas públicas em equilíbrio. Ontem, em Israel, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a enfatizar que a equipe econômica estuda redução de tributos cobrados das empresas, a exemplo do que havia mencionado, dias antes, quando também aventou a possibilidade de ser instituída no País a polêmica taxação de lucros e dividendos. Na prática, o objetivo é o novo tributo.

Taxar lucro e dividendos...

A tributação de lucros e dividendos, que atingiria uma camada seleta de brasileiros de alto poder aquisitivo, foi prometida por quase todos os candidatos à Presidência da República, nas eleições de outubro último. Com exceção de Bolsonaro, que agora lança mão da proposta como compensação para a perda de arrecadação decorrente do tão esperado corte da carga tributária para as empresas. Bolsonaro ressalta o exemplo do colega dos EUA, Donald Trump, que reduzir tributos de empresas para animar a economia.

...para cobrir economia menor

Outro sinal de que o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda pretendem levar adiante a ideia de mudar o atual sistema tributário, apesar das dificuldades já existentes na negociação da reforma da Previdência Social, veio, ontem, do secretário especial de Previdência, Rogério Marinho. Após reunião com o ministro da Economia e deputados PSD, Marinho enfatizou a necessidade de o governo fazer a reforma tributária e o novo pacto federativo, além, obviamente, da reforma da Previdência. “Existe hoje a necessidade de o governo reequilibrar as contas públicas”, afirmou.

Três reformas juntas

Reformas da Previdência, tributária e pacto federativo são três temas com potencial de revirar a República de cabeça para baixo. Daí que o governo colocar na roda mudanças no atual sistema tributário – responsável pelas receitas que sustentam o Estado brasileiro – e no pacto federativo, acordado na Constituinte de 1988, no mínimo suscita algumas questões. Especialmente porque a reforma da Previdência Social ainda precisa de muita negociação, muito avanço nas conversas para ser aprovada em dois turnos, na Câmara e no Senado, com quórum qualificado.

Além da agenda única

Guedes promete tocar a partir de hoje o debate do pacto federativo, paralelamente à tramitação da reforma da Previdência, informou o deputado Silvio Costa Filho (PRB-PE), coordenador da frente parlamentar mista em defesa do novo pacto federativo. Ele citou um alvo do processo: a desvinculação do Orçamento público, sonho do ministro da Economia. Sonho tão grande que, na cabeça do ministro, “o novo pacto federativo é um tema que une o Brasil”. Neste momento, também tem a função de mostrar que o governo não tem uma só agenda, a reforma da Previdência.

Comércio exterior

Marcos Troyjo, secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia; Lucas Ferraz, da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia; e Rafael Santiago Lima, chefe da Divisão de Assuntos Internacionais da Receita Federal, são alguns dos nomes confirmados para participar dia 16 de abril, em São Paulo, do Encontro Nacional do Comércio Exterior de Serviços (ENASERV 2019). Promovido pela AEB, o tema desta 10ª edição será “Comércio Exterior de Serviços, o Mercado de Todos”.

Gim no gosto dos brasileiros

O gim caiu no gosto do brasileiro, para além dos bares e baladas. As vendas da bebida crescem por aqui impulsionadas pelo maior interesse do consumidor. Segundo levantamentos da Nielsen, empresa global de análises de dados, as vendas de gim no Brasil avançam desde 2017, quando teve um pico de demanda impulsionado pelas promoções da Black Friday. Desde então, o varejo tem buscado dar resposta rápida a demanda do consumidor. A indústria de embalagens de vidro, principal material adotado para envase do produto, corrobora para esse bom momento do mercado. A líder global Owens Illinois (O-I) registra desde 2016 crescimento nas vendas de garrafas Premium para o nicho de gim. Em três anos, as vendas diretas aumentaram dez vezes, sendo que o pico foi no período entre 2017 e 2018, quando aumentaram de 13.223 unidades para 106.857 unidades.

Construção civil

Menos de seis meses após o lançamento de suas operações como empresa independente, a Juntos Somos Mais Fidelização LTDA apresenta a 25ª edição da Feicon Batimat e divulga resultados e projetos que visam o desenvolvimento e a modernização do varejo da construção civil. O evento atrai anualmente mais de 80 mil visitantes e, neste ano, acontece de 9 a 12 de abril, no São Paulo Expo. Estudo inédito da Juntos Somos Mais fez um raio-X desse segmento e identificou que apenas 11% das lojas possuem gestão profissional, informatizada e oferecem itens básicos de atendimento, como água e café. É neste contexto que opera o Juntos Somos +, o maior programa de fidelidade do varejo de material de construção, que funciona como um plano de benefícios para lojistas, seus vendedores e profissionais da obra. "Estamos trabalhando arduamente para transformar esse setor. Apenas nos últimos 12 meses, foram resgatados mais de 135 mil prêmios, como equipamentos para as lojas (empilhadeira e computadores), além de sistemas de gestão e cursos profissionalizantes", afirma Antonio Serrano, CEO da Juntos Somos Mais.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br