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Além de lidar com a personalidade forte e intempestiva do presidente Jair Bolsonaro, as questões que envolvem ministros e “conselheiros” do governo também têm rendido preocupação aos militares que estão dentro do Planalto. Com o objetivo de “apagar os incêndios” da gestão, ontem mais um fumaça foi abafada: a queda de braço entre o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez e o escritor e ensaísta Olavo de Carvalho. Depois de trocas de farpas e demissões de cargos comissionados na pasta tanto do apadrinhados por Olavo quanto do ministro, o presidente bateu o martelo ontem: Vélez continua. Só não sabemos até quando.

A culpa é de quem?

O clima de tensão dentro do ministério foi minimizado, ontem, por Bolsonaro. “Eu tenho seis filhos e tenho problemas de vez em quando. Imagina com 22 ministros”, complementou Bolsonaro, que depois teve que se corrigir, esclarecendo que, na verdade, tem cinco filhos. Para resolução do impasse, a orientação dada foi que fossem tirados dos cargos não só os assessores ligados a Olavo de Carvalho mas também os militares que estavam gerando insatisfação no escritor e "guru" do governo. As primeiras exonerações do MEC foram oficializadas ontem no Diário Oficial da União.

Olavo solta o verbo

Conhecido por fazer afirmações polêmicas, Olavo de Carvalho, que mora nos EUA, usou ontem o Twitter para dar outra alfinetada em Vélez e criticar a posição da imprensa. "Não quero derrubar ministro nenhum. Apenas apresentei pessoas, sem a menor pretensão de influenciá-las (sei que isto é inimaginável para o pessoal da mídia, para quem influenciar é orgasmo). O ministério é do Vélez. Que o enfie no c...*”. Nos últimos dois dias Olavo elevou o tom nas postagens, culpando a imprensa pela proporção do caso envolvendo ele e Vélez.

Energia bem gasta

A Schmersal, empresa de soluções de segurança para operações industriais, conseguiu reduzir em cerca de 40% seus gastos com energia elétrica com a contratação do insumo no mercado livre. O processo, que além de benefícios econômicos é mais sustentável, foi desenvolvido com o apoio da Electra Energy, e feita por meio de contratos de energia incentivada. Isso significa que toda a eletricidade usada pela companhia é proveniente de empreendimentos como pequenas centrais hidrelétricas, usinas eólicas ou plantas a biomassa.

Bom para todos

“A Schmersal migrou ao mercado livre por questões econômicas e de sustentabilidade. A energia que compramos no mercado livre é de fontes renováveis, o que atende nossos valores e nossas propostas de trabalho”, afirma o diretor-superintendente da Schmersal, Rogério Baldauf, que também vê na economia de energia um apoio para os investimentos que pretende fazer em expansão: o plano é dobrar a capacidade produtiva em cinco anos. Além da questão energética, o executivo lembra que a empresa tem um Comitê de Sustentabilidade para fomentar mais soluções.