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No momento em que a reforma da Previdência é a panaceia do equilíbrio das contas públicas, um ex-ministro e general da reserva criticar o desperdício de recursos no governo, é, no mínimo, algo que merece atenção. "Nestes meus seis meses de governo, o que vi de dinheiro desperdiçado e dinheiro jogado no ralo é impressionante", afirmou, ontem, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, durante evento em São Paulo, o desperdício de recursos públicos no Executivo Federal, sem detalhar as áreas onde ocorre o desperdício. Ele foi demitido em 13 de junho pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Sem baixar o palavreado

Ainda durante o 14º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Santos Cruz arrancou aplausos da plateia ao afirmar que o afastamento dele “é um caso a mais banal". "Eu não vou criticar a forma para não ser antiético. Eu acho absolutamente normal, eu não sei os motivos, eu não perguntei", acrescentou o ex-ministro, que também evitou criticar a ala ideológica do governo. "Teria de baixar muito o nível do palavreado ao falar destas pessoas", disse. Ele negou, no entanto, que tenha no governo uma ala militar. "É só uma impressão."

‘É crime transportar droga’

Sobre o sargento preso na Espanha com 39 quilos de cocaína, o general afirmou: "é um crime". Mas ressaltou, no entanto, segundo o Estadão Conteúdo, que a reputação da Força Aérea Brasileira (FAB), a qual o sargento é ligado, não está em risco após a prisão. O sargento foi preso na terça-feira (25), em Sevilha, transportando a droga. O avião fazia parte da comitiva de Bolsonaro ao Japão – o presidente voava em outra aeronave – rumo à reunião do G20. Santos Cruz ressaltou não ver o presidente como uma "rainha da Inglaterra".

Democracia exige jogo de pressão

Bolsonaro criticou na ocasião o projeto de lei na Câmara que transfere a parlamentares o poder de indicar integrantes de agências reguladoras. Segundo ele, a medida vai transformá-lo em uma "Rainha da Inglaterra", que reina, mas não governa. "Não vejo ninguém querendo transformar o presidente em Rainha da Inglaterra", disse Santos Cruz. "O que ocorre é que não existe democracia sem jogo de pressões." Também destacou ser “fundamental" a harmonia entre os Poderes e elogiou o trabalho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

‘Maia está fazendo a reforma’

“A presidência da Câmara é uma função importantíssima, é quem faz a pauta, é o Rodrigo Maia quem está tocando a Previdência", disse. O ex-ministro fez também uma crítica à influência das redes sociais no governo, chamando-a de "assembleísmo digital". "Isso causa tumulto para a governabilidade", disse, ainda de acordo com o Estadão Conteúdo. O general da reserva evitou ainda criticar diretamente o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), tido como um dos administradores das redes sociais do presidente, e os demais filhos do presidente.

Dobrar o faturamento

Dobrar o faturamento em Santa Catarina é a expectativa de André Ferreira, fundador e presidente do Grupo Luminae Energia, maior empresa de iluminação profissional do país para o setor de varejo. “Enxergamos um grande potencial no segmento de varejo em que a iluminação pode se transformar em um diferencial competitivo. Podemos, por exemplo, realçar produtos específicos e aguçar o interesse do cliente; explorar a temperatura da cor para influenciar no humor e gerar uma sensação de bem-estar que incentiva a compra”, explica. Além da área de iluminação, a Luminae iniciou em 2018 a atuação em energia solar e monitoramento & inteligência. “Entramos em energia solar por uma demanda dos clientes que já estabeleceram uma relação de confiança conosco e aproveitamos nossa expertise para estruturar o projeto. Já a área de monitoramento & Inteligência, surgiu a partir da necessidade de demonstrar aos clientes a redução de consumo energético com os projetos de iluminação.”, afirma Ferreira.

Cirurgias plásticas em adolescentes

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 a 18 anos. Em 2016 – ano do último censo realizado pela SBCP, foram realizadas 1.472.435 cirurgias plásticas estéticas ou reparadoras, sendo 6,6% em adolescentes, ou seja, um total de 97 mil cirurgias. O Brasil fica na liderança em números de jovens que passam por esse tipo de cirurgia. Os procedimentos mais procurados são a rinoplastia (correção estética ou funcional do nariz) e o implante de silicone nos seios. Pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps, em inglês) – em seu censo mais recente, de 2017, entrevistou 1.329 cirurgiões plásticos no mundo, e entre os brasileiros, 18,6% já fizeram aumento de seios em menores, perdendo apenas para o México. Neste quesito, os EUA ficam em terceira posição, com 7%. Ainda segundo o Isaps, 28,8% são motivadas apenas por estética, para aumentar, e 20,8% para correção de assimetrias graves.

Selfies e bullying

O otorrinolaringologista especialista em rinoplastia Guilherme Scheibel explica que a procura pela rinoplastia, em muitos casos, decorre de problemas respiratórios, que podem ser melhorados com tratamento clínico e cirurgia, mas a maioria resulta da busca pela estética. “Sempre houve o incômodo com a estética, mas as mídias sociais e as selfies têm feito aumentar a procura pela cirurgia, especialmente no rosto. Nos adolescentes, acaba sendo maior a procura pela rinoplastia, visto que ainda não apresentam problemas de envelhecimento da face”, explica. O cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Bernardo Ramalho afirma que o bullying também influencia nessa decisão: “A maioria das cirurgias em adolescentes é mais por questões estéticas. Por exemplo, um paciente que tem orelha de abano [otoplastia] e sofre na escola quando criança, busca cirurgia plástica para reparar essa orelha de abano; a paciente que tem uma mama muito grande, muito pesada é impedida de fazer atividades físicas normalmente, então buscam cirurgias plásticas por isso, mas também há a questão estética”, argumenta.

Vinhos naturais e orgânicos  

Neste final de semana, na Casa das Caldeiras, na capital paulista, ocorre a sétima edição da Naturebas, primeira e ainda única feira do Brasil voltada aos vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos produzidos no mundo todo (https://www.feiranaturebas.com.br). Além dos vinhos, a feira também terá produtos artesanais ligados à alimentação, cultura, agroecologia e sustentabilidade. Este ano estarão presentes mais de 100 produtores de vinho natural, muitos deles já comercializados no mercado nacional e outros buscando apresentar o produto aos importadores locais. É o caso do projeto chileno Viña Casalibre (http://casalibre.cl), que desembarca pela primeira vez em terras brasileiras. Seu fundador, o brasileiro de mãe chilena Fred Skwara, foi ao Chile em 2013 para participar de um programa de apoio ao empreendedorismo do governo chileno e apaixonou-se pelo país ao ver uma grande oportunidade de mostrar uma outra cara dos vinhos chilenos para o mundo – menos industrializada e mais autêntica.

Do fato ao ato

Para criar a peça, a Fraternal realizou um extenso trabalho de pesquisa que durou oito meses e utilizou tanto o material publicado pela mídia quanto os autos do processo. (Foto: Divulgação)

Com estreia marcada para a próxima sexta-feira (5), no Galpão do Folias – Espaço Reinaldo Maia, na capital paulista, a peça “O Caso Severina”, inspirada em história real de violência doméstica ocorrida na Região do Agreste de Pernambuco, em 2005, narra a incrível história de uma mulher, de 44 anos, que manda matar o próprio pai. “Um crime de parricídio por si só já é trágico, porém mais fortes que o ato precisam ser os motivos que levaram a ele”, afirma o dramaturgo Alex Moletta, autor do texto. “Por que uma agricultora, mãe de cinco filhos, contrata dois matadores de aluguel para eliminar o pai, com seu próprio facão?” A produção é da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes, com direção de Ednaldo Freire e Mirtes Nogueira, Aiman Hammoud, Maria Siqueira, Giovana Arruda e Carlos Mira no elenco.

 

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br