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No próximo domingo, dia 17 de março, o presidente Jair Bolsonaro viaja aos Estados Unidos. Embarca com ele uma comitiva formada por ministros como Sergio Moro (Segurança), Paulo Guedes (Economia) e o general Augusto Heleno (Casa Civil), além de empresários e do seu filho Eduardo, deputado federal pelo PSL do Rio. Será a primeira viagem do novo presidente ao país chefiado por Donald Trump, de quem Bolsonaro não esconde a admiração. Além disso, marca uma nova fase na aproximação com a maior economia mundial.

Na bagagem, ele leva seu desejo de estreitar as relações com os norte-americanos para o que ele chama de “um novo futuro para a economia brasileira”. “O encontro com Trump será a chance para retomar os fortes laços”, disse enfático o presidente brasileiro.

Os dois presidentes devem assinar pelo menos três acordos, que estão sendo negociados. Um deles, que está mais adiantado, diz respeito ao uso da base de Alcântara, no Maranhão, para envio de satélites norte-americanos, que levou 20 anos de negociação. O segundo é relativo à mudança de impostos entre os dois países e o terceiro trata-se de uma possibilidade de o Brasil participar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Bolsonaro desembarcará em Washington e será recebido em jantar na casa do embaixador do Brasil nos EUA, Sérgio Amaral, com um grupo seleto de convidados. No roteiro, também estão incluídos, além de um almoço com Trump, uma festa na casa do controverso estrategista americano Steve Bannon, considerado um dos articuladores da campanha de Trump, Bolsonaro e de vários candidatos de direita na Europa.

Bannon não esconde sua aposta de que o futuro da política é o populismo. E, segundo ele, o Brasil será chave para que os EUA consigam equilibrar o poder da China. Além disso, ele acredita que Jair Bolsonaro é a chance para se espalhar o movimento de direita por toda a América do Sul. O especialista avalia, inclusive, que Trump estará em boa posição para 2020, se entregar as promessas de campanha, entre elas a construção do muro na fronteira com o México.