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A Credifar - financeira pertencente à Lojas Colombo - e o Banco Bradesco estão finalizando as negociações para a formação de uma nova financeira, na qual cada um terá participação de 50%. Até o final de janeiro o acordo deve estar consolidado, e os resultados o consumidor poderá verificar a partir de fevereiro, quando a Colombo passa a oferecer serviços financeiros nas lojas da rede. "Este acordo nos dará fôlego para crescer", avalia Adelino Colombo, presidente da Lojas Colombo.

Através da parceria, o Bradesco terá acesso aos dois millhões de clientes da Colombo em todo o Brasil, e a rede terá recursos para financiar suas vendas com juros mais baixos. Atualmente, a carteira de crédito da Colombo gira em torno de R$ 400 milhões, e Olivar Berlaver, diretor comercial da empresa, afirma que para valer à pena a parceria com o banco, a Colombo espera pelo menos dobrar a eficiência na concessão de crédito. Em outras palavras, isso poderia significar uma injeção na quantia de R$ 400 milhões com a entrada do Bradesco, embora Berlaver não confirme este valor.

Graças à parceria, serão oferecidos nas lojas da rede produtos como empréstimos pessoais, seguros, títulos de capitalização, entre outros. "Os resultados serão divididos meio a meio pelos dois parceiros", explica Berlaver. O financiamento às vendas é considerado estratégico pela Colombo, que atualmente tem 20% dos produtos comercializados pagos com cartão de crédito e 60% com o crédito oferecido pela loja. "Cada vez mais o crédito é um elemento de decisão do consumidor entre uma rede e outra", afirma Berlaver.

A nova financeira deve dar um impulso no resultado da Colombo, que encerra o ano de 2005 com faturamento de R$ 1,4 bilhão, semelhante ao de 2004. "Nossas vendas estão muito concentradas no Sul, que teve um desempenho econômico ruim este ano", justifica Berlaver. "Além disso, tivemos uma acomodação de preços em 2005, os eletroeletrônicos estão com valores bem mais baixos, e mesmo vendendo mais, o faturamento sofreu impactos com esta redução", complementa.

Para 2005, a projeção é de um crescimento de 25% nas vendas em relação a este ano. A Colombo abrirá pelo menos 25 novas lojas, concentrando esforços no interior de São Paulo e de Minas Gerais. A empresa investirá R$ 20 milhões em novas unidades.

Premium

A Lojas Colombo, terceira maior rede de eletrodomésticos e móveis do Brasil, pretende expandir sua atuação no interior de São Paulo e de Minas Gerais a partir de 2006, e escolheu Campinas para abrir uma loja Premium, conceito que foi apresentado ontem pela empresa em Porto Alegre. O investimento feito na unidade de Campinas, previsto para o segundo trimestre de 2006, ficará em torno de R$ 2 milhões, e estará localizado no Parque Dom Pedro Shopping , onde a rede já possui uma loja. A área de vendas terá 1,2 mil metros quadrados. A Colombo inaugurou ontem a unidade Premium no Shopping Iguatemi , na capital gaúcha. "Esta loja possui mil metros quadrados de área de vendas, e traz produtos diferenciados expostos de uma forma inovadora", explica Adelino Colombo, presidente da Lojas Colombo.

A rede negociou com seus fornecedores para oferecer lançamentos das principais fábricas de eletroeletrônicos do País e até mesmo produtos ainda inéditos em outras lojas. Um exemplo são os televisores de 71 polegadas, fornecidos pela Samsung . Além disso, são encontrados televisores de plasma que ajustam a imagem à qualidade do ambiente, negociados com a Philips, e novas telas de projeção de LCD da Sony, entre outros produtos.

O projeto da loja explora o conceito da alta tecnologia, oferecendo interatividade ao consumidor. Os equipamentos de home theater são apresentados em ambiente acústico para experimentação dos clientes. Na área de informática, os computadores também estão disponíveis para teste. Uma escultura gigante de metal é usada como expositor para os monitores de LCD, que ficam pendurados. "Em relação ao serviço de atendimento, ele é dividido em áreas privativas para atendimento personalizado", salienta Olivar Berlaver, diretor comercial da Colombo. O ambiente interno do estabelecimento é dividido em quatro setores: linha branca, linha marrom, tecnologia e home theaters e telas grandes.

A loja Premium surge depois de dois anos de negociações da Colombo com o Shopping Iguatemi , que concordou em ceder um espaço superior ao oferecido aos demais empreendimentos. A Colombo investiu mais de R$ 2 milhões na construção da unidade. A antiga loja da rede no mesmo shopping center será fechada, e as atividades transferidas para a unidade Premium, onde trabalham 70 funcionários, de acordo com Berlaver, especialmente treinados para o novo tipo de serviço diferenciado que vão oferecer. "Com a nova unidade pretendemos faturar o dobro do que faturávamos com a antiga loja da Colombo no Iguatemi", projeta Berlaver.

Ele conta que a idéia do conceito Premium surgiu na rasteira do sucesso que a Colombo Home Store representou para a rede. "Estamos vendendo tão bem nas Home Stores, que são focadas em móveis e utilidades, que resolvemos desenvolver também um novo conceito para a área de eletroeletrônicos, responsável por 60% do nosso faturamento", salienta Berlaver. A idéia, informa, é posicionar a Colombo como uma empresa multicanal. "Nós não temos um público principal, nossos consumidores pertencem a todas as classes sociais, e por isso têm necessidades diferentes e buscam produtos diferentes", explica Berlaver. Sendo assim, a Colombo continua com seu mix de lojas, que engloba as unidades Premium, Home Store, lojas de rua, lojas em shopping centers, lojas virtuais próprias e franqueadas e lojas automotivas.

Colombo conta que o projeto da unidade Premium vai se estender para as praças que comportam este tipo de operação, no caso, as capitais nas quais a Colombo já atua. Depois de Campinas (SP), a próxima loja dentro deste conceito será aberta em Florianópolis (SC), também em 2006. Além disso, revela Colombo, a rede pretende também implementar uma Home Store na capital catarinense no ano que vem. Colombo diz que este tipo de inovação, aliado à forte expansão, é a estratégia da empresa para enfrentar a concorrência, que aumentou no Rio Grande do Sul após a entrada, este ano, das redes Magazine Luiza e Casas Bahia no estado. "É natural que eles venham para cá, assim como nós também entramos em São Paulo e vamos expandir nossa atuação naquele estado", ressalta.