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Os brasileiros devem gastar R$ 162,5 bilhões em produtos de material de construção neste ano, um crescimento de 5% na comparação com 2017. A classe B deve ser responsável pela maior parcela do consumo, cerca de 42% do total.

O mesmo grupo também será o que apresentará maior crescimento, cerca de 6% em relação a 2017. Os dados fazem parte da Pyxis Consumo Material de Construção, ferramenta de dimensionamento desse mercado do Ibope Inteligência.

Ainda segundo o levantamento, a classe C deverá ser o segundo grupo a consumir mais materiais de construção, com 35,56% do gasto total previsto para o ano. Seguido pela classe A (17,35%) e as classes D e E (5,35%).

A maior parte do mercado varejista de material de construção está no Sudeste, que concentra 50% do potencial de consumo do País. Além de ser um mercado com grande representatividade em volume, também será o que representará maior crescimento em relação a 2017, de 7,3%.

O Sudeste deverá ser o segundo a apresentar maior consumo e maior crescimento para 2018, com alta prevista de 5,1%. Seguido de Nordeste (3,1%), Centro-Oeste (1,4%) e o Nordeste (1%).

O potencial de consumo estimado refere-se apenas ao consumo domiciliar, ou seja, às compras de pessoa física junto a varejistas do ramo. O recorte inclui compra de tintas e acessórios para pintura, material elétrico, material hidráulico, material básico, ferragens, madeiras, esquadrias, portas e batentes, pisos e revestimentos, metais para banheiro, luminárias e outros produtos para construção e reforma.

Emprego

A expectativa de crescimento também começou a refletir no mercado de trabalho. De acordo com o dados do sindicato que representa os trabalhadores do varejo de material da construção de São Paulo, o Sincomavi, depois de dois meses consecutivos com redução no número de vagas de emprego, o varejo de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo conseguiu recuperar parte das perdas. O segmento obteve um saldo positivo de 95 postos em janeiro, resultado de 2.168 admissões e 2.073 desligamentos.

Em novembro e dezembro do ano passado foram cortados 1.087 vínculos de trabalho com carteira assinada, algo esperado para o período. Já em contraposição a janeiro do ano passado, período no qual ocorreu um saldo favorável de 286 vagas, o que mostra um arrefecimento do desempenho.

Dentre os municípios que compõem a região metropolitana, a capital (88 vagas) e Guarulhos (35 vagas) contribuíram com o maior volume de vagas. Em doze meses, o município de São Paulo também liderou, agora pelo lado negativo, com queda de 238 vagas com carteira assinada.

O setor varejista de ferragens, madeira e materiais de construção foi o único a contar com saldo positivo em janeiro na região metropolitana 99 postos de trabalho.