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SÃO PAULO - Nada de estranhamento aparente com relação à forte movimentação de empresas do comércio varejista em atender e fidelizar os clientes afoitos por produtos e serviços de luxo no Brasil. Estudos apontam que o número de milionários no País crescerá 59% nos próximos quatro anos, sendo a perspectiva de haver um incremento de 30% este ano, ante 2011, quando o segmento envolveu US$ 10 bilhões no Brasil.



De acordo com Dalton Viesti, coordenador de Graduação da Escola de Negócios da Trevisan, a perspectiva é que surjam novos centros de concentração de riqueza nacionais principalmente por conta de setores como a agroindústria, além das empresas de prestação de serviços. "Hoje existe um crescimento nessas áreas, que têm se desenvolvido muito. Assim, surgem novos milionários", comenta Viesti, ao DCI.



Questionado sobre quais seriam as principais cidades a se destacar na composição da alta renda brasileira, o especialista lembra principalmente das grandes capitais. "Geralmente vemos esse cenário com mais clareza nos grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), além de Brasília (DF)", estima. Para ele, são essas áreas também que deverão receber mais grifes internacionais para atender aos brasileiros, que costumam viajar para outros países inclusive para comprar determinados produtos de marca. "Muito do que o pessoal costuma comprar quando viaja para fora passará a ser encontrado aqui", crê.



Nem por isso o número de produtos importados deve sofrer um forte impacto de retração no segmento de luxo. A perspectiva é que essa área possa crescer até 30% este ano, em cima de uma base alta. No ano passado, a expansão foi de 33% em relação ao mesmo período de 2010. O termômetro das estimativas está em dados apurados com a consultoria Knight Frank e Citi Private Bank, e analisados pela Trevisan.



Tais informações indicam o mercado atrativo e em plena expansão, por isso parece natural que os consumidores brasileiros despertem a atenção das empresas voltadas a esse perfil de público. O nicho é grande, porém existem poucos players especializados no atendimento ao público de classe AA. "O Brasil será o alvo principal dos negócios no segmento e beneficiará os clientes em seus desejos por essas marcas e produtos."