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Com foco na Região Sul do Brasil, a rede varejista de móveis e eletrodomésticos Lojas MM pretende transformar – até a metade do ano que vem – suas 190 unidades em minicentros de distribuição. Por meio do aplicativo próprio, a proposta da iniciativa é facilitar a retirada de produtos em estabelecimentos próximos à residência dos clientes.

“O desenvolvimento desse aplicativo faz parte do processo transformação digital da empresa. Com essa ferramenta, além da agilidade e comodidade da possibilidade do cliente retirar o produto próximo à sua residência, aceleramos o processo de fidelização”, afirmou a superintendente das Lojas MM, Juliana Pauliki Michaloski.

De acordo com ela, num prazo de quatro anos, a estimativa de investimento em toda a infraestrutura de tecnologia da empresa é de R$ 25 milhões. Até o final de 2018, outras funcionalidades na plataforma estarão disponíveis, como por exemplo renegociações de dívidas e solicitação de crédito para os usuários.

Em entrevista ao DCI, a executiva conta que, em média, o tamanho das operações da rede é de 200 m² e, por essa razão, o sistema de reposição de estoque nessas unidades vai ser revisto. Esse processo vai se basear na análise de desempenho das lojas e qual categoria de produto tem maior demanda em cada região.

Toda essa mudança de logística comercial, explica a empresária, foi desenvolvida por um departamento à parte da estrutura convencional da empresa. Esse departamento, nomeado como MM Labs, tem como foco a implementação de novos softwares de gestão na companhia, como por exemplo integração de novos sistemas de meios de pagamentos das lojas físicas.

Além disso, Michaloski menciona os resultados colhidos até aqui com os aportes em tecnologia e captação de dados. “Desde março deste ano, aumentamos em 20% nossa base de clientes”, diz, ressaltando também o fato de que outro objetivo é estreitar o relacionamento com consumidores que compraram apenas uma vez no negócio.

Para os próximos meses, a empresária espera um aumento de 20% a 30% no tíquete médio gasto pelos clientes nas lojas – atualmente, este número é de R$ 600. No que diz respeito ao volume de vendas gerais, o incremente deve girar em torno de 10% ante o ano passado.

E-commerce

Para Michaloski, a operação de e-commerce próprio do negócio não tinha um fluxo de usuários necessários para se sustentar. Com isso, a equipe da varejista decidiu comercializar apenas em plataformas de marketplace.

“Hoje, cerca de 95% das nossas vendas online são feitas por meio dessas plataformas”, afirmou ela. Ainda de acordo com Michaloski, há a intenção também da empresa para o desenvolvimento de um e-commerce próprio voltado apenas para vendas de atacado.

“Até agora, nossas vendas virtuais representaram algo em torno de 5% do volume total comercializado. Até o final de 2018, com essas iniciativas, a expectativa é que esse percentual atinja 7%”, declarou.

Em relação à receita da rede varejista em 2018, a expectativa é de R$ 754 milhões. No ano passado, o faturamento do negócio girou em torno de R$ 675 milhões.