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SÃO PAULO

São mais de 13 mil pontos de venda no Brasil voltados à venda de produtos para o público infanto-juvenil. O setor, atento ao novo perfil das atuais consumidoras - as exigentes e agora cada vez mais conectadas mães da nova classe média -, reúne segmentos como confecções, brinquedos, calçados e móveis. No total, o faturamento anual chega a US$ 37,5 bilhões, conforme levantamento das organizadoras de feiras voltadas a esse nicho. No caso de itens para o público de zero a três anos, o mercado responde por US$ 9 bilhões ao ano, aproximadamente. Com a maior parte das lojas formada por negócios de pequeno e médio porte, o segmento de puericultura segue aquecido, pois mantém previsão de crescer entre 9 e 10%. Para entender melhor o comportamento das mães que definem o que será adquirido nas lojas, a empresa catarinense Cajovil, detentora da marca Adoleta Bebê, realizou pesquisas de mercado recentes. O resultado aponta que as famílias da classe C gastam com o bebê no Brasil em torno de R$ 500 por mês. As mães têm idades entre 18 e 39 anos, em sua maioria, e algumas pertencentes à geração Y. Afoitas por informação pela internet, elas são geralmente questionadoras e prezam pela compra de produtos práticos, com design e segurança, ressalta o diretor de marketing e vendas da Adoleta Bebê, Maurício Caetano.

"As mulheres ouvidas pela pesquisa aceitam pouca interferência externa quando se trata da criação do filho. Elas são bem informadas e buscam informação". Outro destaque aponta que um terço das mães tem acesso às novidades em produtos para bebês pela internet. "Percebemos que essas mães são conectadíssimas. São de classe C, têm smartphones e ficam pesquisando as novidades para a idade do bebê. Ainda levantam questionamentos para a sua rede de influência", ressaltou executiva.

Com relação aos gastos, a Adoleta Bebê apurou que a compra pela internet tem maior penetração entre o público formado pelas classes A e B. Contudo, as clientes da classe C fazem mais pesquisas de preço e analisam mais a variedade de produtos.

Com uma linha superior a 130 itens distribuídos em puericultura leve e pesada, plásticos e têxtil, a Cajovil, com sede em Brusque (SC), tem 270 colaboradores e atua em todo território nacional, além de alguns países da América Latina e África. Seus produtos com a marca Adoleta Bebê podem ser encontrados em hipermercados, supermercados, lojas de departamentos, especializadas, via e-commerce e catálogos

Franquias em alta

Um dos segmentos no varejo que têm forte atuação com a venda de produtos infanto-juvenis é o de franquias. O ramo atrai empreendedores interessados em um formato de negócio já consolidado e, no caso da rede Tip Top, a previsão é inaugurar mais 20 pontos este ano. Assim, a meta é passar de 100 lojas ainda em 2014.

Conforme o gerente de expansão da Tip Top, Ricardo Marcondes, a expansão deve ser mais enfocada nas regiões do Norte e Sul do País. Outra estratégia da empresa será a de expandir com lojas maiores e mais robustas, no conceito mega store. A rede inaugurou sua primeira operação nesse formato recentemente. O espaço conta com mais de quatro mil itens de diversos tipos.

Para o investidor interessado em fazer parte da bandeira, o investimento médio é R$ 370 mil inicialmente, sendo já inclusa a taxa de franquia. A previsão de retorno desse investimento envolve cerca de 36 meses e o tipo de ponto mais adequado geralmente é o de 40 metros quadrados.

Com os negócios aquecidos por força do poder da marca, a previsão da rede é a de crescer este ano 30% em relação ao desempenho de 2013, e movimentar R$ 94 milhões, aproximadamente.

De menor porte, mas também com a perspectiva de ter um ano com bons negócios, a Biramar Baby comemora 25 anos de atuação no mercado, com a comercialização de roupas para recém-nascidos. A empresa fornece para mais de 600 lojas físicas no Brasil, além de abastecer as suas três lojas próprias mantidas no interior paulista (Ibitinga, Bauru e São José do Rio Preto). O plano, aliás, é abrir mais três lojas, sendo uma delas na capital paulista e as outras duas no interior do Estado.

A empresa atua com as marcas Biramar Baby, Laura Ashley Baby, Lollipop e Lollibaby. Segundo a diretora geral da Biramar Baby, Thayane Ramalho, a rede projeta para os próximos dois anos dobrar de tamanho e atuar também no comércio eletrônico. "Atualmente, a empresa tem muita parceria com grandes lojas de departamentos, que já vendem nossos produtos on-line. Por isso, por enquanto estamos tranquilos com isso", disse ela. Em 2013, a empresa fechou o ano com cerca de 160 mil peças entregues, sendo o kit berço o carro-chefe. Este ano a meta é crescer 20%".