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O aumento do número de dispositivos conectados e a consequente facilidade para comparação de produtos, serviços e preços têm levado os consumidores a um novo patamar de protagonismo na hora das compras. Para o comércio varejista, em especial, essa realidade se mostra ainda mais desafiadora. Afinal, as novas formas de consumo provocam verdadeira revolução no varejo, com a busca por formas de oferecer a melhor experiência de compra aos consumidores.

Mas como uma rede varejista pode se sobressair diante da concorrência em tempos de redes sociais, plataformas multimídia e sistemas integrados? A resposta está ligada à imagem que a loja entrega ao cliente em seu ambiente físico. Segundo dados do POPAI (Point of Purchase Advertising International), 76% das decisões de compra do varejo se dão no ponto de venda.

Nesse cenário, uma inovação que cresce é o cartazeamento eletrônico. A técnica permite, em síntese, o uso da tecnologia para gerar cartazes de forma muito mais fácil, rápida e sofisticada, garantindo maior atratividade e uniformidade à comunicação visual dos varejistas em seus pontos de venda.

São várias as vantagens de se utilizar esse tipo de solução, como a possibilidade de transmitir a identidade visual da marca de forma mais clara e harmônica, principalmente em grupos com várias filiais. Outro benefício é a oportunidade de explorar possibilidades visuais que não existiam antes, com a chance de incluir e trabalhar imagens e nomes dos produtos junto aos preços de uma maneira inovadora, tornando a peça mais atrativa. Essa oportunidade torna possível a aplicação de técnicas mais assertivas de comunicação, selecionando a melhor linguagem e os tipos, cores e tamanhos mais adequados. Além disso, o cartazeamento eletrônico também promove mais agilidade aos varejistas, uma vez que as peças promocionais são geradas por meio de programas e impressoras digitais.

Em contrapartida, o processo digitalizado também exige alguns cuidados para garantir que a inovação traga ganhos para o negócio. É preciso ponderar, entre outras coisas, sobre a correta escolha dos programas para cartazeamento, o tipo de papel e de impressão e o volume de informações de forma geral.

Por fim, o cuidado na escolha da impressora ou do fornecedor de serviços de impressão é fundamental. O ideal é identificar o modelo que melhor atende as necessidades no que diz respeito ao padrão de impressão a ser utilizado: impressões coloridas ou monocromáticas, em papel A4 ou A3, bem como a gramatura.

O varejo brasileiro não pode perder a chance de se modernizar. As empresas deveriam trabalhar para antecipar as necessidades dos consumidores e oferecer novidades que promovam uma experiência de compra efetivamente mais completa e agradável. A tecnologia para transformar os supermercados e varejos brasileiros já está disponível. Resta saber quem sairá na frente na nova corrida pela atenção dos consumidores.

Luiz Carli é diretor-geral da Oki Data no Brasil

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