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A edição de 2018 da Black Friday registrou menos tentativas de fraudes na comparação com o ano passado. Ainda assim, 1,43% das compras realiazadas durante a data foram feitas com cartões de crédito clonados, de acordo com a Konduto, especializada em análise de fraudes.

Na edição de 2017, a taxa foi maior e atingiu 1,94%, deixando os números registrados neste ano em um patamar 26,3% menor. Ao longo de 2017, o índice de tentativa de fraudes no e-commerce brasileiro foi de 3,03%.

Durante a edição de 2018 foram levadas em consideração 2,1 milhões de compras feitas em mais de 2 mil lojistas, entre os dias 22 e 25 de novembro. Na ocasião, os pedidos fraudulentos feitos na Black tiveram tíquete médio de R$ 743, contra R$ 466 dos pedidos considerados legítimos. O dia de promoções com mais tentativas de fraude foi a própria sexta-feira, com 1,72%. Já os segmentos com maiores taxas de tentativa de fraude foram o de eletroeletrônicos (11,21%), casa ou decoração (2,89%) e esportes ou lazer (2,80%).

No total, mais de R$ 707,2 milhões foram processados pelos sistemas da Konduto, que evitou mais de R$ 10,1 milhões em perdas decorrentes de tentativas de fraude. De acordo com estudo feito pelo Ebit Nielsen, houve alta de 25% no faturamento do e-commerce brasileiro durante a Black Friday de 2018.

"Fraudadores não são sensíveis a promoções, então isso significa que eles não se sentirão seduzidos por ofertas imperdíveis, preços baixos, frete grátis para realizarem mais fraudes”, argumentou o co-fundador da Konduto, Tom Canabarro.

“A fraude é constante. Por isso, como houve um aumento muito expressivo nas vendas durante a Black Friday 2018, estas tentativas de golpe ficaram bastante diluídas dentre tantas compras boas."

Apesar dos números animadores, Tom Canabarro alerta que o índice de tentativa de fraude durante a Black Friday representa alerta aos lojistas. "As operadoras de cartão de crédito estabelecem que uma loja virtual não deve ter mais que 1% do faturamento comprometido por fraude, sob risco de advertências, multas e até descredenciamento. Ainda há muito trabalho a ser feito para combater fraudes no comércio eletrônico”, completa o co-fundador da Konduto.