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O crescimento de 2,1% no varejo brasileiro em abril, sinalizado pela Cielo, esconde problemas em vendas em um dos ramos mais relevantes do comércio: roupas e acessórios. Com o frio menos intenso que o esperado, a última esperança é que maio, mês das Mães, tenha revertido a tendência.

O Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), feito pela Cielo, aponta que o incremento de 2,1% nas vendas do mês de abril foi sustentado pelo setor de hipermercados, seguido por móveis, eletrodomésticos e as lojas de departamento.

"O ICVA vem mantendo a trajetória de aceleração e mostrando uma recuperação consistente nos últimos meses, embora de forma lenta", disse o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto.

Apesar deste movimento de lenta retomada, o consultor independente e ex-conselheiro da FecomércioRJ, Sérgio Abraão, ressalta que o comportamento pior do que o esperado para as vendas de roupas e artigos esportivos será uma pedra no sapato nos próximos meses. “São dois setores importantes para a geração de vagas, e a falta de consumo sinaliza esse sentimento de receio por parte do cliente.”

Para o consultor, o alento do setor de vestuário, calçados e acessórios pode ter aparecido em maio, mês em que é comemorado o Dia das Mães. “Na última semana, quando foi aconteceu da data, houve uma maior presença do frio, e isso pode ter ajudado o setor, mas não sei se com a força para reverter resultado negativo dos últimos dois meses”, completa.

Segundo previsão do Ibevar, em abril, o ramo de vestuário encolheu 4,1% e é esperado retração de 6,2% este mês.