Bolsonaro minimiza morte de cacique

Presidente diz que não há indícios de assassinato de liderança Waiãpi e volta a defender legalização do garimpo em reservas indígenas

Assim que a Polícia Federal revelou, ontem, a abertura de inquérito no domingo  (28) para investigar a morte de um cacique na semana passada em uma terra indígena no Amapá, após relatos de um possível ataque ao local,  o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que o excesso de reservas indígenas no país está inviabilizando o agronegócio. E levantou dúvidas sobre o assassinato do cacique da etnia Waiãpi. Bolsonaro, defensor da legalização do garimpo, minimizou o caso: Nesse caso agora aqui… não tem ainda nenhum indício forte de que esse índio foi assassinado lá agora. Chegaram várias possibilidades, disse, segundo a Reuters.    Polícia Federal abre inquérito   Conforme a Funai, a Coordenação Regional da Fundação Nacional do Índio no Amapá encaminhou para a presidência do órgão no sábado memorando informando sobre um possível ataque à Terra Indígena Waiãpi. A Funai disse que, por se tratar de um local de difícil acesso, a fundação alertou os órgãos de segurança da área para se certificar da veracidade das informações. Neste domingo, após a chegada de servidores da Fundação, da Polícia Federal e do Bope, foi aberto inquérito pela PF para apurar a morte de um cacique que foi a óbito semana passada, diz a nota.   Índio quer legalizar garimpo?   Ao comentar o caso, Bolsonaro ressaltou que os índios também querem a legalização dos garimpos em suas terras. É intenção minha regulamentar o garimpo, legalizar o garimpo. Inclusive para índio, que tem que ter o direito de explorar o garimpo na sua propriedade, afirmou, sem informar de onde saiu a informação sobre o apoio dos índios à exploração do garimpo nas reservas indígenas. O governo prepara um projeto de lei para ser encaminhado ao Congresso alterando a legislação que trata de terras indígenas para permitir o garimpo.    Parar de demarcar reservas   A ideia de Bolsonaro é buscar parcerias com países de primeiro mundo para fazer a exploração mineral dessas regiões. Segundo o presidente, o Brasil precisa parar de demarcar novas reservas porque isso está inviabilizando os negócios no país, e que o Brasil depende das commodities. O Brasil vive de commodities, daqui a pouco o homem do campo vai perder a paciência e vai cuidar da vida dele. Vai vender a terra, aplicar aqui ou lá fora, e cuidar da vida dele. A gente vai viver do quê? Se esse negócio quebrar todo mundo vai para o barro, acabou o Brasil, afirmou.   Parceiros ou invasores   Crítico feroz da atuação das  Organizações Não Governamentais (ONGs), brasileiras e estrangeiras, Bolsonaro as acusou de quererem manter os indígenas em reservas por interesses econômicos. E esse território que está nas mãos dos índios, mais de 90% nem sabem o que tem lá e mais cedo ou mais tarde vão se transformar em outros países. Está na cara que isso vai acontecer, a terra é riquíssima, afirmou o presidente da República. Difícil entender o raciocínio do presidente: uma hora quer parceria com os estrangeiros para explorar terras indígenas, outra os vê como invasores.     Descarte de lixo    A participação da ELETROS na Eletrolar Show deste ano, que começou ontem em São Paulo, trouxe uma novidade: o compartilhamento do seu estande com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (Abree). Expositores da feira poderão descartar todos os eletroeletrônicos e eletrodomésticos que necessitarem desse fim para a destinação final ambientalmente adequada. Para isso, haverá na área externa ao evento um local indicado para a coleta dos produtos. Os itens descartados serão enviados para empresas homologadas, em conformidade com a lei, garantindo a responsabilidade da ELETROS e, também, do Grupo Eletrolar em fazer uma feira sustentável, o compliance do evento e a proteção da marca de seus expositores.   Comandante Ícaro   Legenda: Nessa viagem musical totalmente ao vivo, o trio homenageia Michael Jackson, Bob Marley, Tim Maia, Wilson Simonal, Beyoncé e James Brown. E o que é peça vira um show. Foto: André Hawk.#000d#000a#000d#000a#000d#000aAtualmente dublando o personagem Simba no filme \”O Rei Leão\”, após encerrar a novela Verão 90, Ícaro Silva estreia seu musical Ícaro And The Black Stars, no próximo dia 16, no Teatro Novo, em São Paulo. O espetáculo exalta protagonismo negro em show que narra e perpassa por sucessos da black music nacional e internacional. Em cena, Ícaro Silva interpreta o comandante Ícaro, que pilota uma nave espacial e aterrissa em diversos cantos do mundo em diferentes épocas. Trata-se de um espetáculo teatral em formato de show, uma dramaturgia documenta com recursos lúdicos, como as projeções e videomapping, que fazem o público viajar pelo tempo e espaço.

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