Novo Papa foi denunciado por sequestros na ditadura argentina

SÃO PAULO – José Mario Bergoglio foi citado em uma ação na Justiça em 2005 sobre o desaparecimento de dois missionários jesuítas em 1976

SÃO PAULO #2013 O novo papa Francisco, o argentino jesuíta José Mario Bergoglio, foi denunciado em 2005 na Justiça de seu país por supostas ligações com o sequestro de dois missionários também jesuítas em 23 de maio de 1976, durante a ditadura militar. De acordo com a acusação, Orlando Virgilio Yorio e Francisco Jalics, que desapareceram naquela data, eram companheiros de Bergoglio na Companhia de Jesus. A acusação foi apresentada em 2005 pelo advogado Marcelo Parrilli, com base em artigos jornalísticos e n o livro Igreja e Ditadura, de Emilio Mignone, do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS). O novo Pontífice também foi acusado pelas Avós da Praça de Maio, organização em defesa dos direitos humanos na Argentina, de também ter todo envolvimento com o roubo de bebês na época da ditadura. O sequestro de crianças foi uma prática corrente entre os militares argentinos contra membros da resistência política. O nome de Bergoglio foi citado no caso do desaparecimento da neta de uma das fundadoras da organização Avós da Praça de Maio, Alicia de la Cuadra.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes