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Fazer escolhas é uma tarefa que faz parte do nosso dia a dia, desde o sapato que colocamos de manhã, até grandes decisões corporativas. Porém, muitos possuem uma dificuldade nesse quesito, por pressão, medo ou insegurança.

Essas hesitações nas escolhas diárias podem prejudicar tanto na vida prática, quanto na imagem que os outros possuem de nós.

É importante lembrar que uma decisão nem sempre é o passo mais importante a ser dado, mas o primeiro de tantos outros. A escolha é necessária para que o resto aconteça. E, principalmente, para sentirmos que nós somos responsáveis pelo resultado obtido.

Há pouco tempo, finalizei um processo cujo o principal desafio era aprender a fazer escolhas. Aos poucos, o quadro de inação evoluiu, escolher tarefas espontâneas, porém sem objetivo, passou a integrar a rotina. No caso do meu cliente, havia uma busca pelo perfeito, escolher a alternativa certa, sem margem para erros ou falhas, o que não existe.

Escolhas demandam atitudes, mesmo que esta seja não mudar nada, e ações possuem consequências. O grande medo de tomar uma decisão é sobre o medo das reações positivas – ou não – dessa escolha. Dentro de cada alternativa habita a possibilidade do acerto e do erro. Mas que sem a escolha, a possibilidade do acerto é quase inexistente.

Outro ponto observado no caso de um outro cliente, é referente às diferenças entre o “ou” e o “e”. O sistema “matemático” onde as coisas são pretas ou brancas não funciona em todos os ambientes, e em uma tomada de decisão, muitas vezes, precisamos sair da caixa e levar em conta todas as cores.

Antes, podíamos escolher entre uma liderança mais motivacional ou uma mais assertiva. Optar entre ser um executivo pragmático ou diplomático. Podíamos, ainda, escolher entre ser provedor da casa ou cuidar dos filhos. Mas hoje o novo paradigma nos convida a olhar para o “e”. Portanto, liderar inspirando pessoas a gerando resultados.

Ser um executivo que bate metas de vendas e se relaciona bem com pessoas de qualquer nível. Entender que ser um profissional de excelência não nos isenta dos papeis pessoais. Aprender que é possível ganhar dinheiro e ser feliz. Que em nossa programação semanal cabem atividades particular e também profissional.

Claro que as decisões adicionais, ou seja, escolher mais de uma opção, também possuem consequências da mesma forma que as condicionais. Uma pessoa responsável, um bom empreendedor ou até mesmo um funcionário competente, está preparado para os efeitos de cada escolha, grandes ou pequenos, bons ou ruins.

Essas decisões definem quem somos e faz andar o nosso trabalho.

Nesse sentido, indico refletir sobre o que realmente se quer ao tomar uma decisão, e qual a influência da opinião alheia sobre a sua. Além disso, tente ponderar na medida certa, pois postergar uma escolha pode não ser uma boa ideia. Por fim, assuma as responsabilidades das suas resoluções.

Rebeca Toyama é palestrante e fundadora da Academia de Coatching Integrativo

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