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As associações de lojistas de bairros tradicionais do circuito de compras decidiram unir forças. Para isso, criaram uma Federação dos Empreendedores do Circuito de Compras, na última semana de agosto.

Representantes das organizações comerciais do Brás, Pari, Santa Ifigênia, República, 25 de março e Bom Retiro realizaram reuniões para discutir a melhor forma para estabelecer a nova sociedade do grupo.

De acordo com o presidente executivo da Associação Paulista dos Empreendedores do Circuito das Compras (Apecc), Gustavo Dedivitis, os encontros contaram com a presença de mais de 50 associações desses bairros, pertencentes aos mais diversos segmentos da economia comercial paulista.

“A iniciativa da federação é um movimento muito grande. Se somarmos todas essas áreas são mais de 20 mil lojas comerciais, e quase 500 mil trabalhadores”. Dedivitis acrescenta que um dos objetivos da Federação é ganhar representatividade para a categoria junto ao governo municipal e estadual de São Paulo. “O poder dos lojistas ou das associações de maneira individual é pequeno, mas unidos nos tornamos mais fortes. Uma federação com 20 mil lojas e quase meio milhão de trabalhadores tem força”.

Segurança, limpeza urbana e uma iluminação adequada são algumas das questões mais abordadas pelos comerciantes dessas regiões. “A ideia é que a federação crie um guarda-chuva para as associações dos lojistas, e que elas se reportem a ela na busca de melhores condições para o setor. Com isso a procedência das mercadorias também vai melhorar”, afirma Dedivitis.

Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, a criação desta federação é muito importante para melhorar a imagem dessas regiões, que historicamente sempre sofreram com o comércio ilegal em todas as suas atividades.

“A iniciativa em comum dessas associações é bastante positiva para melhorar a qualidade, e principalmente, garantir a procedência dessas mercadorias”.

“A união é essencial, pois busca valorizar a região como uma das áreas comerciais mais importante de São Paulo”, diz Solimeo. Ele acrescente que a medida vai trazer mais segurança também para o consumidor.

“Temos tido bastante contato com iniciativas que visam diminuir o comercio ilegal. Por exemplo, a questão do ‘To Legal’, que vem promovendo o empreendedorismo e reduzindo a informalidade comercial”

O presidente da Apecc explica que a sociedade visa combater o comércio ilegal a partir de reuniões com as associações, nos quais farão um controle de qualidade dos produtos veiculados nessas empresas. “Os negócios cadastrados e fiscalizados pela federação receberão um selo de qualidade e procedência das mercadorias. Dessas forma, vamos ajudar a receita federal a fiscalizar”, informa.

Fiscalização

A Operação Comércio Legal, desenvolvida pela Prefeitura de São Paulo e a Receita Federal, já apreendeu mais de 645 toneladas de mercadorias irregulares, falsificadas, de origem duvidosa e fruto do contrabando em dois shoppings na região do Brás.

O primeiro imóvel se localiza na rua Barão de Ladário, no qual o procedimento fiscalizador já acontece desde a primeira segunda-feira (2) do mês. Enquanto no shopping da rua Rodrigues dos Santos começou dia nove de setembro.