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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta terça-feira (8) o Projeto de Lei (PL) 62/2017 que prevê o ensino de conceitos de empreendedorismo na rede pública municipal. Agora, o PL depende da sanção do prefeito Bruno Covas.

Entre os tópicos que serão ensinados aos alunos, estão previstos educação financeira, cultura organizacional e gestão de negócios. Princípios como ética, livre iniciativa, sustentabilidade e cooperação também farão parte da matéria.

O projeto estabelece que os conceitos de empreendedorismo poderão ser incluídos na agenda dos colégios como disciplina ou curso extracurricular. Para tanto, os professores da rede municipal vão passar por treinamento especial.

Segundo Janaína Lima (Novo), relatora do PL, a preparação do corpo docente poderá ser feita pela universidade norte-americana Babson College. “Representantes da universidade já vieram a São Paulo para conversar conosco. Existe uma grande chance de [a Babson] se tornar o nosso parceiro para o treinamento dos professores”, explica ela.

Na opinião da vereadora, esse processo de preparação não será complicado. “Os professores passam por constantes cursos de capacitação. Estamos apenas acrescentando mais um.”

Segundo ela, o PL paulistano é inspirado em um projeto semelhante, realizado em São José dos Campos, que contou com a participação da Babson College.

Mais empresas

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil fechou mais empresas do que abriu em 2015. Foi o segundo ano consecutivo de redução do número de firmas. A pesquisa também indicou que 37,5% das empresas não sobrevivem mais que cinco anos no País.

Esses números são usados por Janaína para defender o ensino de empreendedorismo nas escolas paulistanas. “A ideia é enraizar essa cultura em toda a cidade. Queremos despertar essa atitude nos jovens, para melhor prepara-los para o mercado de trabalho”, diz Janaína.

Se obtiver a sanção de Covas, o PL deverá ser regulamentado em até 90 dias após a publicação no Diário Oficial do município.

Iniciativa

Em Paraisópolis, maior favela da capital, localizada na zona sul da cidade, moradores buscam instituir um banco e uma moeda próprios. Os empreendedores pretendem fornecer juros baixos a pequenos comerciantes e moradores da comunidade.

A iniciativa comunitária vai se chamar Banco de Paraisópolis e será comandada por associação composta por moradores e comerciantes da região.

Além de oferecer contas correntes, cartão de crédito e aplicativo de celular, a instituição financeira pretende abrir uma agência dentro da comunidade durante o mês de junho.

Já a moeda própria, chamada de Nova Paraisópolis, deverá ser impressa para circular apenas na região. A comunidade tem cerca de 100 mil habitantes e 8 mil estabelecimentos comerciais.