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A Prefeitura de São Paulo retomou as obras de modernização do Autódromo de Interlagos. A previsão é que a reforma esteja concluída a tempo de receber a prova deste ano, marcada para 17 de novembro.

A última etapa da reforma, iniciada em 2014, vai remodelar os boxes e instalar uma cobertura sobre o paddock do circuito. O objetivo das novas mudanças é melhorar a circulação das equipes de F-1 nas garagens e também ampliar o uso do autódromo, diante da nova definição da Prefeitura de fazer uma concessão pública no local. O projeto de lei que previa a privatização do circuito foi abandonado.

O prazo de entrega das obras é 18 de agosto. Toda a reforma de Interlagos é bancada por recursos federais, no valor de R$ 160 milhões, obtido junto ao Ministério do Turismo, através do Programa de Aceleração do Crescimento do Turismo (PAC Turismo). Desse total, que vem sendo liberado aos poucos desde 2014, R$ 43 milhões correspondem a esta etapa final da reforma, que foi o grande trunfo de São Paulo para renovar o contrato com a F-1 até 2020.

A nova etapa das obras, a quinta e última da reforma iniciada há cinco anos, teve início em 18 de abril. Cerca de 70 vigas, ao peso de 70 toneladas cada, foram removidas A laje, pré-moldada, também foi trocada, o que acabou removendo a estrutura temporária que costuma receber um dos setores VIP da corrida de F-1, logo acima dos boxes. A alteração deixará os boxes sem paredes fixas, tornando a área mais versátil para receber eventos não relacionados ao automobilismo. Mais “flexível”, o circuito poderá se tornar mais atrativo para os interessados na concessão pública.

A Prefeitura já negocia mais uma renovação do contrato, mas agora enfrenta a concorrência do Rio de Janeiro. No mês passado, em evento público, o presidente Jair Bolsonaro anunciou um novo autódromo na capital fluminense para receber as corridas da F-1 a partir de 2021. Desde então, empresários e políticos da cidade vêm se aproximando da Liberty Media, dona da categoria, para tentar obter um contrato para substituir São Paulo no calendário para além de 2020. As negociações, contudo, não preocupam o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras de São Paulo, Vitor Aly. “Isso nos motiva ainda mais”, garante.