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A Prefeitura de Campinas apresentou o projeto da Nova Vila Industrial que inclui a construção de um parque linear de 90 mil m² e de um museu a céu aberto, empreendimentos que vão contar a história de 170 anos da região, local que abrigou os primeiros trabalhadores ferroviários que chegaram na cidade.

Planejado para ocupar a área entre os bairros São Bernardo e Parque Industrial, o novo empreendimento Villa Garden reunirá uma população de aproximadamente 12 mil pessoas. O parque linear vai ser implantado numa área que fica na confluência desses dois bairros e da Vila Industrial, e seu projeto será viabilizado por meio de uma contrapartida da MRV Engenharia, empresa responsável pela construção do residencial Villa Garden.

O objetivo do projeto é revitalizar a área que está degradada, transformando-a em um espaço de lazer e cultura para a população. A iniciativa incluirá reurbanização das áreas, adequação viária e macrodrenagem da Bacia do Piçarrão.

O prefeito Jonas Donizette destacou que o projeto demanda muita sinergia e que envolve um trabalho conjunto entre a MRV Engenharia e os órgãos públicos envolvidos no processo de aprovação em busca de soluções. “A questão mais importante é a oferta de moradias, que poderão ser adquiridas por programas habitacionais vigentes no município”, disse, lembrando ainda a geração de empregos: a implantação do empreendimento criará mil empregos diretos.

Outra questão bastante enfatizada pelo prefeito é o benefício que será usufruído pela comunidade como resultado de um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões em infraestrutura. “Os recursos serão transformados em obras de saneamento, iluminação e instalação de posto da Guarda Municipal e escola”, apontou.

Parque

O parque linear terá também playground, pista de caminhada, academia de ginástica, área de piquenique, bosque para leitura e wi-fi grátis. A iluminação será fotovoltaica. No espaço serão plantadas 20 mil árvores. A área foi projetada pelo paisagista Alexandre Furcolin. Além disso, as obras de macrodrenagem previstas devem acabar com as enchentes no Piçarrão, resolvendo um problema de décadas na cidade. A contrapartida inclui uma doação de R$ 3 milhões ao Hospital Municipal Mário Gatti.

O prefeito ressaltou a valorização urbanística para essa região da cidade com o parque linear e o museu, consequência da implantação do Villa Garden. A empresa MRV vai construir ao longo dos próximos cinco anos, prazo definido para o empreendimento. O Projeto da Lei Complementar número 70, de maio de 2014, de autoria do Executivo, possibilitou a construção de unidades habitacionais de interesse social por toda a cidade, lembrou Donizette. Antigamente, essa modalidade habitacional estava restrita a algumas regiões, o que encarecia a terra e o preço dos imóveis. “Em vez de construirmos em lugares distantes, aproveitamos os vazios urbanos”, afirmou.

O diretor de Produção e coordenador da Regional Campinas da MRV Engenharia, Tulio Pereira Barbosa, contou que o empreendimento será o segundo maior da construtora no Brasil, menor apenas que o que está em execução na cidade de São Paulo. “Em Campinas, serão 3.900 unidades habitacionais distribuídas em dez condomínios, em torres de 18 andares” diz. Depois de concluído, a previsão é de que o Villa Garden reúna cerca de 12 mil moradores.

A MRV prevê que o empreendimento traga R$ 15,5 milhões para o município em Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Também vai gerar R$ 3,7 milhões em IPTU, mais de R$ 25 milhões em ISS, além de mais de R$ 61 milhões em tributos como Pis/Cofins, INSS/FGTS e ICMS. No total, serão mais de R$ 105 milhões em arrecadação para o município. Fundada em outubro de 1979, a MRV Engenharia é líder nacional no mercado de imóveis econômicos e a primeira construtora da América Latina a oferecer energia fotovoltaica ao segmento. Presente em mais de 150 cidades de 22 Estados e no Distrito Federal, em seus 38 anos de atividade já vendeu mais de 300 mil unidades.