Centro de pesquisa em energia é anunciado por Fapesp e Shell

Esforço conjunto com Unicamp, USP e Ipen tem a criação de alternativas menos danosas ao meio ambiente entre seus objetivos; investimento será de R$ 110 mi

A criação do Centro de Inovação em Novas Energias (Cine) foi anunciada ontem (23) pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto contará com investimento de R$ 110 milhões em cinco anos.#000aAlém da Fapesp, também fazem parte da empreitada a empresa Shell Brasil, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e as universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com nota divulgada ontem pela fundação paulista, o objetivo do Cine é produzir pesquisas com foco na conversão de energia solar em produtos químicos e no armazenamento de energia. Outra meta do centro é desenvolver uma forma menos danosa ao meio ambiente de transformar gás natural em combustível.

Ainda segundo a Fapesp, o Cine deverá transferir tecnologia para o setor empresarial.”[O centro] poderá alcançar resultados que serão usados pela Shell, gerar startups e firmar parcerias com outras empresas”, aponta a fundação.  Diretor científico da instituição, Carlos Henrique de Brito Cruz se mostrou otimista com o potencial do projeto. “O Cine reúne excelentes pesquisadores da USP, Unicamp e Ipen, em torno de um plano de pesquisas com grande potencial para impacto científico e tecnológico no nível internacional”, afirmou ele. Já André Araujo, presidente da Shell Brasil, destacou a importância do desenvolvimento de alternativas sustentáveis no setor, que busca se adequar às novas tendências internacionais. “Esse investimento da Shell mostra nossa seriedade e compromisso com pesquisas que trarão avanços em direção à transição energética. Nossa participação no Cine reflete nosso entendimento de que o mercado de energia precisa buscar novas soluções.

Investimento em Energia

A Fapesp será responsável pelo aporte de R$ 23,1 milhões nos próximos cinco anos. Já a Shell investirá R$ 34,7 milhões no período, enquanto USP, Unicamp e Ipen serão responsáveis pelo dispêndio de R$ 53 milhões.

O gasto previsto para a fundação paulista é pequeno se comparado ao orçamento da instituição. Como foi mostrado pelo DCI em reportagem publicada no começo do ano, a Fapesp tem orçamento previsto de R$ 1,166 bilhão só para 2018, uma alta nominal de 5% em relação ao planejamento de 2017.

Sedes do Cine

O Cine terá quatro divisões de pesquisa, com sedes na Unicamp, na USP e no Ipen. Na universidade de Campinas, ficarão as divisões responsáveis pelo armazenamento avançado de energia e por portadores densos de energia. Na USP, estará o grupo para estudo de ciência de materiais e química computacionais. Já o Ipen ficará com a rota sustentável para a conversão de metano com tecnologias eletroquímicas avançadas. O Cine foi composto a partir de uma chamada de propostas, resultado de uma parceria entre a Fapesp e a Shell.

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