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Com a perspectiva de receber mais de 20 mil pessoas, começa nessa semana mais uma edição do Shell Open Air. Evento que traz para o Jockey Club São Paulo o maior cinema ao ar livre do mundo. Mais de 25 atrações estão previstas na programação.

O festival que começa nesta semana, tem duas edições, sendo uma na capital paulista e outra na fluminense. Para este ano, algumas mudanças foram realizadas pelos organizadores. Além dos diversos filmes, o programação também vai englobar outras atividades, como apresentações musicais, recreação infantil e um espaço de gastronomia gourmet.

“É um evento para todos os públicos. Nós tivemos muito cuidado para escolher uma programação democrática e que se adequasse a história desta edição”, explica a diretora administrativa da D +3 Produções, Renata Salles.

Segundo a executiva, a principal meta do evento é proporcionar a melhor experiência de lazer possível para o usuário. “Tivemos todo o cuidado para que a pessoa consiga se divertir e se teletransportar para o universo das telonas. Queremos oferecer uma experiência verdadeiramente leve e agradável”, afirma a diretora.

De acordo com Renata, os preparativos para um Shell Open Air levam cerca de quatro meses para serem organizados, e um envolvimento de mais de 400 funcionários da D+3 Produções, de maneira direta e indireta.

Ao longo de três semanas serão exibidos 20 filmes, dentre entre eles produções multipremiadas, clássicos modernos e produções para o público infanto-juvenil. Em meio a todos os longas escolhidos só aparecem duas obras nacionais. Turma da Mônica Laços, e o premiado no festival de Cannes, Bacurau. “Sinto falta de mais produções brasileiras nessa lista. Seria fundamental para a criação de novo público consumidor do cinema nacional”, avalia o coordenador de pós-graduação em cinema da Belas Artes, Guilherme Bryan.

Para atender esse grande volume de pessoas o evento tem programação à partir das 18 horas, dependendo do perfil do público-alvo. Apesar do horário, a diretora administrativa da D+3 Produções afirma não ter sido fechado nenhum acordo com a prefeitura para ampliar o atendimento das linhas de transporte público.

O espaço do evento, localizado na zona sul da capital, suporta receber cerca de 1,3 mil pessoas por dia. Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 50,00 (Inteira) e R$ 25,00 (Meia-entrada), menores de 16 anos só poderão entrar acompanhados dos pais ou dos responsáveis legais.

“Nós temos um histórico muito positivo em São Paulo. Ao que tudo indica teremos mais uma edição com ingressos esgotados, até agora mais de 70% dos ingressos já foram vendidos”, relata Renata.

Outras iniciativas

Como Bryan explica, existem diversos projetos sociais nos estados brasileiros que buscam levar o cinema, principalmente o nacional, para regiões periféricas que por diversos aspectos dificilmente conseguiram ter acesso a essas obras. “O Cinema na Laje é um projeto que leva o cinema para periferias de maneira totalmente gratuita. Eles escolhem um dia, levam o equipamento, e projetam os filmes em uma grande parede ou em outra superfície”, explica.