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A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgou dados da pesquisa de confiança do consumidor referente a julho. Liderada por São Paulo, a região Sudeste registrou um aumento de quatro pontos, após dois meses em queda.

O Índice Nacional de Confiança (INC) é um estudo realizado mensalmente pela ACSP em 74 municípios brasileiros. Ao todo, são realizadas 1,2 mil entrevistas pessoais e domiciliares. O INC varia entre zero e 200 pontos. O intervalo entre zero e 100 é classificado como um período de pessimismo da população, enquanto o de 100 a 200, o do otimismo. A margem de erro é de 3 pontos.

“A mudança no cenário do Estado de São Paulo se deve aos anúncios que o governo paulista tem feito, em relação a investimentos estrangeiros”, comenta o economista da ACSP, Marcel Solimeo. Ele acrescenta que as medidas nacionais em relação a reforma da Previdência, saques do FGTS e a redução da taxa de juros também influenciam.

A região Sudeste obteve um crescimento no último mês, atingindo os 97 pontos. A melhor marca registrada foi em janeiro, quando marcou 109 pontos.

Outra marca positiva alcançada foi em relação a outro estudo do INC, no qual os entrevistados são questionados sobre o número de conhecidos que perderam o emprego recentemente. A média da região Sudeste foi de 4,89 pontos em julho, o que correspondeu a uma queda de 11,6%.

Cenário nacional

A confiança dos brasileiros, em números gerais, caiu 4 pontos no mês de julho. Chegou à marca dos 90 pontos, a pior registrada em 2019 até o momento.

De acordo com Solimeo, essa queda constante dos índices em todo o Brasil aconteceu por conta de uma grande expectativa que não foi atendida. Segundo ele, esse anseio foi gerado pelas mudanças no comando político-econômico do País.

“O governo demorou muito para engrenar, e o otimismo popular diminuiu”, observa. “Tem surgido vagas e o desemprego tem diminuído, mas ainda assim bem mais fraco do que era esperado.”

De acordo com Solimeo, a economia brasileira começará a produzir resultados no restante do ano. “Estamos longe do salto imaginado no início do ano, portanto será um crescimento lento”, prevê o economista.