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SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo firmou na sexta-feira (25), contrato de financiamento no valor de R$ 416,7 milhões junto à Corporação Andina de Fomento (CAF) para aporte de recursos no projeto de Macrodrenagem do rio Baquirivu-Guaçu, afluente que nasce no município de Arujá e passa por Guarulhos até desaguar no rio Tietê. A CAF é uma instituição financeira multilateral, cuja missão é apoiar o desenvolvimento sustentável de seus países acionistas e a integração da América Latina.

O processo de macrodrenagem é importante para conter eventos de cheias, diminuir a incidência de alagamentos na Região Metropolitana de São Paulo e contribui para a recuperação social e ambiental da região. O investimento total previsto é de R$ 908,15 milhões (US$ 444,41 milhões), sendo R$ 416,87 milhões (US$ 204 milhões) por meio do financiamento obtido junto à CAF pela Secretaria da Fazenda, e R$ 491,28 milhões (US$ 240,41 milhões) em recursos do Estado de São Paulo.

O câmbio utilizado é o do Programa de Ajuste Fiscal - PAF (cotação: US$1 = R$2,0435). O projeto prevê ações da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para a desapropriação e reassentamento da população que vive em situação de risco à margem da bacia do rio Baquirivu-Guaçu. Deverão ser construídas pelo Estado cerca de 700 novas unidades habitacionais.

Paralelamente o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) realizará o trabalho de macrodrenagem com a canalização de 20 km e construção de 5 reservatórios. Além de reduzir os eventos de transbordamento da calha do rio e aumentar a capacidade de armazenamento nas cheias, o projeto irá melhorar as condições ambientais com a recomposição da mata ciliar e recuperação das áreas de várzea do rio.

O projeto de Macrodrenagem do rio Baquirivu-Guaçu também prevê a implantação de um parque linear com opções de lazer, cultura, turismo, educação e esportes para a população, proporcionando melhorias urbanas na área de intervenção e protegendo as áreas de várzea contra ocupação irregular.

A estratégia faz parte de um plano para segurar água e evitar desastres como os que estão ocorrendo em todo o Estado de São Paulo.