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Campinas - A crise financeira tem desestabilizado grande parte do mercado brasileiro, no entanto alguns segmentos têm sido beneficiados, como é o caso da Leste Real Estate.

Atualmente com um portfólio proprietário de aproximadamente R$ 250 milhões e um VGV sob gestão, próprio e de terceiros de aproximadamente R$ 2 bilhões em todo o Brasil, atua em gestão de incorporações residenciais, corporativos, loteamentos, ativos imobiliários estressados e estruturação de produtos imobiliários financeiros. A leste tem escritório administrativo em Campinas e unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Miami, nos Estados Unidos.

Segundo o diretor comercial da Leste Real Estate, Otair Guimarães, a procura pelos serviços da empresa dobrou em 2015 em relação a 2014. Otair Guimarães explica o que são imóveis estressados. "Imóvel estressado é todo aquele imóvel que não está apto à venda. Pode ser por problema ambiental, por problema de dívida, algum problema na matrícula, discussão jurídica, alienação e ocupação. As pessoas que não conseguem desenrolar esse problema, a justiça encaminha para leilão, bancos compram carteiras de papéis que vem com alienação ou vem com imóvel como garantia, mas tem um problema para resolver, muitas vezes precisa de um acordo ou e alguma coisa assim, compra-se a ação direta, ou seja, o direito creditório sobre aquela discussão e tenta resolver o problema dessa forma", diz.

Guimarães diz ainda que os imbróglios desenrolados pela Leste podem ser provenientes de carteiras de crédito, bancos, leilões e outros meios. Ele diz que imóveis impedidos de serem negociados por questões financeiras e judiciais são comprados pela Leste, têm as pendências sanadas e, uma vez liberados, podem voltar ao mercado. Para resolver esses imbróglios a Leste Real Estate conta com uma equipe extremamente técnica.

Esses técnicos são muito especializados nessas questões com conhecimento profundo de leis de desapropriação, de condomínios, de loteamentos, entre outros, na busca de regularização e liberação seja imóvel comercial e residencial ou mesmo terrenos em áreas urbanas e rurais como fazendas.

Ricardo Cardoso, sócio da Leste Real Estate, diz que outra frente da Leste muito requisitada nos últimos tempos é a gestão ativa para conclusão de empreendimentos, buscando alternativas jurídicas, societárias, regulatórias, de engenharia e comercial para finalizar a construção. Segundo ele, esta é uma demanda para os próximos dez anos.

"Nós já trabalhamos para alguns bancos em prédios com incorporadoras que foram iniciadas as obras e a construtora por problemas de crédito financeiro, por dificuldade de vendas ou mesmo erros de projeto não conseguiu terminar e abandonou a obra. A empresa vai à falência e aquele prédio que já tem até unidades vendidas para o consumidor final se transforma em um esqueleto dentro da cidade. Esse é um mercado que os bancos tem procurado a gente parta dar uma solução antes da falência da construtora ou incorporadora, pois a maioria das construções conta com financiamento dos bancos. Se a incorporadora falir todos que compraram o apartamento perdem, perde a municipalidade, e a vizinhança porque fica aquele esqueleto no local", diz.

A Leste ultrapassou a marca de 600 imóveis analisados e em fase de gestão em todo o país, totalizando mais de R$ 1 bilhão em ativos, obtidos por meio de parcerias com grandes bancos brasileiros.

Guimarães salienta que esse processo regulatório traz vários benefícios à cidade porque gera movimentação de recursos, estimula novos empreendimentos e diminui o número de áreas e prédios com aspecto abandonado.

Entre os projetos que fazem parte do portfólio da Leste Real Estate está a gestão do falido Banco Bamerindus com imóveis em todo o Brasil. Além disso, há pouco a empresa montou departamento agrícola com especialização em fazendas, por causa de algumas propriedades onde o banco é cliente e proprietário, mas a área está invadida. A Leste tenta um acordo junto ao município para desocupação de forma pacífica.