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Orçado inicialmente em R$ 6 bilhões, as soluções para melhorar a mobilidade urbana no ABC Paulista serão resolvidas com R$ 680 milhões, anunciou ontem o governador do Estado de São Paulo, João Doria.

A cifra inicial para obras de Metrô na região, que era 780% maior que o valor a ser efetuado, foi revista pelo chefe do executivo estadual e trouxe uma mudança estrutural do projeto: ao invés de construir linhas de Metrô subterrâneas, a região será contemplada com BRT (Bus Rapid Transit, ou Transporte Rápido por Ônibus, na tradução livre), o que demanda menor tempo de obra e recursos inferiores.

O anúncio, feito ontem pelo governador junto com o Prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando; o Prefeito de Santo André, Paulo Henrique Serra; e o Prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior se deu quase seis anos após o projeto inicial ser apresentado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com recursos oriundos do governo federal.

“Essa foi uma decisão importantíssima, depois de vários anos de retardo. Será uma opção de menor custo, de menor tempo, de mais eficiência, de menos manutenção”, disse Doria.

Além de ser implementado um BRT na região, a Linha 10-Turquesa, da CPTM, se tornará um metrô de superfície e terá início a contratação do projeto da Linha 20-Rosa, do Metrô, que será alimentada com a demanda do BRT e demais modais da região.

O BRT do ABC sairá do Paço Municipal de São Bernardo e seguirá até a Estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde, do Metrô, e pode ser implantado em 18 meses, a partir do início da obra com capacidade de transportar até 340 mil passageiros por dia.

Além do novo projeto, Doria anunciou investimentos para modernização dos trens da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra), da CPTM.