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Equipe formada por membros da Defesa Civil, Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CGBH-RL) e do departamento de Água e Esgoto do município de Lençóis Paulista (SP) vistoriou os reservatórios que terão o nível de água rebaixado para servirem como contenção de volumes no período crítico para chuvas: dezembro a fevereiro.

O sistema de contenção de volumes em microbacias hidrográficas prevê a contenção de um milhão de metros cúbicos de chuvas em oito reservatórios, localizados em três municípios da bacia do rio Lençóis. O monitoramento do rio Lençóis em tempo real permite antecipar em até doze horas os riscos de transbordo da calha do rio.

Em janeiro, o sistema de controle empregado na bacia do rio Lençóis conseguiu bloquear o período de retorno bianual para enchentes. Segundo explica o coordenador Técnico do Serviço de Água e Esgoto da cidade, Sidney Aguiar, com o sistema empregado é possível realizar uma transposição de volume do rio Lençóis em duas horas, movimentando um volume de 50 mil m3/hora podendo assim evitar transbordos da calha para volumes precipitados de até 130 mm/m2, explicou.

Procedimento padrão

Mesmo com a adoção dessas medidas, a prefeitura alerta para a existência de riscos de inundações nas áreas urbanizadas e nos entornos de rios em toda a bacia do rio Lençóis, principalmente nos municípios de Lençóis Paulista e de São Manuel. O rio Lençóis é uma unidade hídrica do estado de São Paulo, tributário primário do Rio Tietê, pertencente à bacia hidrográfica dos rios Tietê - Jacaré Pepira.

O Procedimento Padrão de Monitoramento Climático e Ambiental (PPMCA) será homologado pelo prefeito do município, Anderson Prado de Lima, que também é o presidente do Comitê Gestor, e encaminhado ao Ministério Público, que acompanha os trabalhos por meio de um dos inquéritos abertos sobre a inundação de 2016.

Segundo o prefeito, o trabalho conjunto entre Defesa Civil, SAAE e Comitê Gestor da Bacia, órgão que reúne também vários municípios e empresas da região, é fundamental para minimizar os efeitos da chuva. “O rebaixamento das represas se mostrou muito eficiente no ano passado e também será feito nesse ano”, disse Prado. “Essa é uma ação concreta para combater as enchentes. No entanto, é minha responsabilidade pedir à população que fique alerta. Estamos empenhados em amenizar os efeitos das chuvas, mas essa é uma ação de longo prazo que começou há apenas dois anos. Já conseguimos avanços importantes, mas estes não podem dar e ilusão de que o problema foi resolvido.”

Em janeiro de 2018, o sistema de controle empregado na bacia do rio Lençóis conseguiu bloquear o período de retorno bianual para enchentes, no entanto é bom ressaltar, que ainda existem riscos de inundações ou enchentes para as áreas de riscos em toda a bacia do rio Lençóis, principalmente em Lençóis Paulista e São Manuel, nas áreas urbanizadas nos entornos de rios.

A partir de 2019, o CGBH-RL pretende intensificar a construção de uma agenda unificada de gestão de águas para a bacia do rio Lençóis com o objetivo de estabelecer ativos ambientais efetivos, maior controle desses eventos climáticos e trabalhar de forma conjunta a conservação da bacia hidrográfica como um todo.