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Entre os meses de janeiro e março de 2018, as exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 12,571 bilhões e as importações, US$ 14,608 bilhões. Dessa forma, a balança comercial paulista registrou um déficit de US$ 2,036 bilhões no primeiro trimestre, superior visto em igual período de 2017 (US$ 1,675 bilhão).

Os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) mostram que as importações de São Paulo registaram alta de 13,96% em comparação com os meses de janeiro a março do ano passado. Entre os produtos mais importados pelo estado, os óleos brutos de petróleo registraram a maior alta, com variação de 815,28%.

De acordo com o professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antônio Carlos Alves dos Santos, um aumento significativo da importação deste produto já havia sido registrado no primeiro bimestre do ano. “Normalmente, é um reflexo de contratos feitos no passado ou de uma melhor gestão nas empresas da área. Mas, nesse caso, o preço do petróleo está realmente alto lá fora”, justificou o especialista da PUC São Paulo.

Os dados do Mdic mostram também que os outros produtos que tiveram destaque entre as importações feitas pelo estado foram as células solares (+372,09%), hidróxido de sódio em solução aquosa (+276,53%) e enxofre (+166,04%).

Em relação às exportações, o primeiro trimestre registrou alta de 12,81%. Mesmo assim, os valores não foram suficientes para que o estado tivesse um superávit na balança.

“Conforme a economia está caminhando, a tendência é de que as importações aumentem mais rapidamente em relação às exportações. Isso é perfeitamente normal, porque uma melhora nas exportações só é esperada durante um segundo momento”, afirmou Santos.

Entre os produtos que puxaram o cenário positivo das exportações de São Paulo estão os “dumpers” (caminhões de materiais sólidos) para transporte de mercadoria (+314,04), álcool etílico não desnaturado (+310,28%) e ladrilhos e placas para pavimentação ou revestimento (+285,83%).

O professor destacou um fator importante para as exportações não terem sido maiores que as importações. “O agronegócio apresentou uma queda e mostra problemas também no setor agroalcooleiro do estado. Dado que é um segmento importante para a economia, essa informação é preocupante”, completou Antônio Carlos Alves dos Santos.

Segundo destacou o professor da PUC-SP, o Estado de São Paulo segue trajetória diferente daquela registrada em âmbito nacional. Isso porque a balança comercial brasileira apresentou superávit no primeiro trimestre do ano.