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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) anunciou que no primeiro ano do termo de compromisso para logística reversa de eletroeletrônicos foram recolhidas 94 toneladas de material em todo o Estado.

Juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado, a gestora Green Eletron, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Federação assinou, em 16 de outubro de 2017, um termo de compromisso para implementar o sistema de Logística Reversa para recebimento, armazenamento e destinação final ambientalmente adequada para produtos eletroeletrônicos de uso doméstico, com vigência de quatro anos.

A meta para o primeiro ano, que era criar 16 pontos de entrega em pelo menos três cidades, foi superado. Sete cidades paulistanas já possuem coletor. Além disso, existem atualmente 35 pontos espalhados pelo Estado, sendo 21 na capital.

De acordo com a assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, Cristiane Cortez, ainda não há pontos de coleta em todas as regiões da cidade, mas a instituição pretende contar com as Subprefeituras para esse trabalho. “Não tínhamos essa preocupação, porque precisávamos de 16 coletores. Agora, teremos esse cuidado até porque, conforme o sistema fica conhecido, as pessoas vão precisar fazer o descarte dos materiais”, explicou a assessora.

O próximo passo é expandir o projeto para todo o Estado. O objetivo para ano que vem é que existam 65 pontos espalhados por mais 20 cidades. “Até 2021, todos os municípios com mais de 80 mil habitantes devem ter ponto de entrega. As outras cidades, como são muito pequenas, não justificariam um coletor, por isso vamos atendê-los com campanhas”, comentou Cristiane.

Por enquanto, o sistema recolhe apenas eletrônicos da linha verde (notebooks, celulares e tablets), linha azul (pequenos eletrodomésticos, como batedeiras e liquidificadores) e linha marrom (TVs, aparelhos de DVD e filmadoras). Segundo a assessora, ainda não há como fazer a coleta da linha branca (geladeiras, máquinas de lavar e fogões) por serem equipamentos muito grandes.

Destaque na coleta

O Shopping Eldorado, na Zona Oeste da capital, foi um dos pontos que mais se destacou. Desde a criação do coletor, em julho de 2017, já foram recolhidas cerca de seis toneladas de materiais.

O shopping possui mais de 300 lojas e recebe um fluxo de 600 mil pessoas por dia. O gerente de operação do Eldorado, Ricardo Gonçalves Omar, acredita que não dá para ser negligente. “Boa parte das lojas, uns 30% ou 40% delas, vende algum tipo de material eletrônico que futuramente vai virar lixo eletrônico”, disse.

Assim, a FecomercioSP disponibilizou a instalação de dois coletores e, do mesmo jeito, o gerente afirma que ainda é pouco. “Não tiramos menos de 600 quilos por mês. Eu ligo para a empresa, ela vem e faz a coleta. Mas, atualmente, são duas vezes por semana”, acrescentou.

De acordo com o entrevistado, as instituições relacionadas ao termo de compromisso de logística reversa estão trabalhando em um container que tenha a mesma função que o coletor. No entanto, dentro haverá um educador para explicar como funciona o sistema e qual a sua importância. A ideia é ampliar o projeto de coleta de lixo eletrônico.