Publicado em

- Depois de inovar, na década de 1930, no uso de tecnologia para tratamento de efluentes, a ETE Jesus Netto, localizada no Ipiranga, agora é pioneira na produção de água de reúso para clientes da Sabesp.

O primeiro contrato de fornecimento do produto para a indústria foi firmado em 1998 pela Estação de Tratamento de Esgoto, abrindo o caminho para um mercado que não para de crescer. Hoje, a unidade tem capacidade de produzir mensalmente cerca de 60 milhões de litros do produto, utilizado por empresas do setor têxtil e de lavanderia e também pela Prefeitura de São Paulo para lavagem de ruas, monumentos e outros fins.

O pioneirismo marcou a própria decisão de construir a ETE nos anos 1930, quando a falta de estrutura de esgotamento sanitário exigia soluções rápidas para o problema que colocava em risco a saúde da população. A estação criada passou a utilizar a técnica de lodo ativado no tratamento do esgoto, prática que anos mais tarde permitiu chegar à água de reúso. O primeiro contrato para fornecer água de reúso, em 1998 foi com a Coats Corrente, indústria têxtil localizada a 500 m da estação e que passou a receber por tubulação água de qualidade para seu processo industrial. Só em 2014, a ETE forneceu 373,6 milhões de litros de água de reúso para a indústria têxtil. Outros 46,1 milhões de litros foram destinados para lavanderias ou outras finalidades. A água de reúso pode ser utilizada em processos que não exigem potabilidade. Na indústria, ela é usada, por exemplo, no resfriamento de equipamentos e no processo produtivo. Para o uso urbano, além da lavagem de ruas, pátios e monumentos, ela serve também para a desobstrução de redes de esgotos, galerias de águas pluviais, rega de jardins e assentamento de pó em canteiros de obra. /Agências