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O Atlas da Violência – Retrato dos Municípios Brasileiros 2019, elaborado pelo O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que 14 dos 20 municípios menos violentos do Brasil encontram-se no Estado.

A cidade considerada mais pacífica do Brasil foi Jaú, em São Paulo, com uma taxa de 2,7 homicídios para cada 100 mil habitantes. Com 146 mil moradores, a cidade do interior paulista teve quatro assassinatos em 2017. No geral, o Estado de São Paulo segue com a menor taxa de homicídios dentre todos os Estados da Federação.

O Ipea analisou 310 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2017 e fez um recorte regionalizado da violência no País. Conforme o estudo, estão entre as 20 cidades com o menor índice de homicídios a cada 100 mil habitantes: Jaú, Indaiatuba, Valinhos, Jundiaí, Limeira, Americana, Bragança Paulista, Santos, Araraquara, São Caetano, Mogi das Cruzes, Itatiba, Catanduva e Sertãozinho (empatado com Santa Bárbara D’oeste).

O Atlas da Violência apresenta relatórios baseados em dados registrados até 2017. À época, o Estado de São Paulo registrava taxa de homicídios de 13,5 a cada 100 mil habitantes, número que já era o menor de todo o Brasil.

De acordo com as estatísticas criminais divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, nos últimos 12 meses, entre julho de 2018 e junho deste ano, essa taxa é ainda é menor, de 6,4 casos a cada grupo de 100 mil habitantes.

Mais violentas

O município mais violento do Brasil, com mais de 100 mil habitantes, é Maracanaú, no Ceará. Em segundo lugar está Altamira, no Pará, seguida de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Dos 20 mais violentos citados no estudo do Ipea, 18 estão no Norte e Nordeste do País.

Fortaleza, a capital cearense, foi a cidade que teve o maior número absoluto de homicídios em 2017, com 2.145 casos, superando até mesmo as cidades populosas do País. O Rio de Janeiro, que tem mais que o dobro de habitantes de Fortaleza, teve 1.850 assassinatos, e São Paulo, que tem uma população quatro vezes maior, teve 1.011, menos que a metade.

O coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, avalia que políticas focalizadas em territórios vulneráveis são a luz no fim do túnel, com iniciativas voltadas para o desenvolvimento infanto-juvenil e para as famílias mais pobres. Cerqueira defende ainda um reforço na qualificação policial e a melhora das condições de encarceramento.