Publicado em

O Estado de São Paulo registrou cerca de R$ 29,5 bilhões em investimentos no primeiro trimestre de 2019. O valor representa mais da metade do total anual de 2018, que foi de R$ 55,7 bilhões.

Os dados são da Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), elaborada pela Fundação Seade e divulgada ontem.

Entre janeiro e março deste ano, a maior parte dos investimentos foi para infraestrutura , com cerca de 44,8%. Considerando as divisões desse setor, com números acumulados de quatro trimestres, petróleo e gás ficou com 43,6% dos aportes; água e esgoto com 28,7%; transporte aéreo com 15,2%; e os outros subsetores com 6,5%.

O segundo setor com mais investimentos foi o de indústria, com 31,2% entre janeiro e março. Dentro do segmento, a maior parte dos aportes foi direcionada à área automotiva, 56,3%, no acumulado de quatro trimestres. Metalurgia ficou com 17,5% e química com 7,7%.

No primeiro trimestre de 2019, o setor de serviços ficou com 4,4% dos investimentos. Considerando seus subsetores, pesquisa e desenvolvimento receberam a maior parte dos aportes, com 19,6%, no acumulado de quatro trimestres. Serviços de informação ficou com 17,6% e atividades auxiliares dos serviços financeiros, com 17,3%.

O setor da agricultura ficou com 19% do total de investimentos no primeiro trimestre, segundo a Piesp. Os aportes conforme cada subsetor, no entanto, não foram especificados.

Os investimentos inter-regionais registraram os maiores valores. Segundo a pesquisa feita pelo Seade, considerando o acumulado de quatro trimestres, as regiões ficaram com R$ 28,645 milhões em aportes. O total de todo o investimento realizado no Estado no período foi de cerca de R$ 74,7 milhões. ampinas, São José dos Campos, Barretos, Araçatuba e Santos estão entre os municípios que também receberam investimentos.

Emprego

Mesmo sendo o segundo setor com mais investimentos no primeiro trimestre, a indústria perdeu 6,5 mil postos de trabalho no mês de maio. O dado foi divulgado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Segundo as entidades, no campo negativo observado no mês de maio ficaram, principalmente, confecção de artigos do vestuário e acessórios; celulose, papel e produtos de papel e produtos alimentícios.

De acordo com especialistas ouvidos pelo DCI, a melhora do cenário de emprego e dos segmentos mais afetados pelos anos de crise, incluindo o industrial, seria mais fácil com o aumento de investimentos.

Além disso, políticas regionais dentro do Estado também poderiam contribuir para a melhora da economia paulista.

Polos econômicos

A divisão dos municípios em 11 polos de desenvolvimento econômico – anunciada pelo governo paulista no último mês – pode sinalizar o cenário positivo. Com a medida, as cidades receberiam investimentos e outras políticas públicas, como simplificação tributária, conforme sua vocação.

A intenção é manter as companhias que já estão instaladas nos municípios, atrair novas empresas e, principalmente, mais investimentos. Outro foco é ampliar a mão de obra qualificada.