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Entre janeiro e junho deste ano, o Estado de São Paulo registrou o menor número de fatalidades no trânsito desde o início da série histórica do Infosiga SP, sistema de dados do Governo de São Paulo que traz mensalmente informações sobre acidentes fatais.

No período, foram registradas 2.593 ocorrências, redução de 2% na comparação com 2018, com 2.645. A queda chega a 20,6% na comparação com o primeiro semestre de 2015, início da série histórica. Em junho, foram 498 mortes em ruas e estradas, baixa de 2,9% ante 2018, em que ocorreram 513 óbitos.

Em junho, o programa e o Detran.SP firmaram parceria com todos os 304 municípios integrados ao Sistema Nacional de Trânsito, destinando quase R$ 200 milhões para intervenções em ruas e avenidas.

Os dados do Infosiga SP para o semestre mostram que a maioria dos acidentes fatais (51,1%) ocorre em ruas e avenidas administradas pelas Prefeituras. Já as ocorrências em rodovias correspondem a 44,1% do total, enquanto em 4,6% dos casos não foi possível identificar com precisão o local do acidente.

A região metropolitana da Capital lidera o ranking, com 850 ocorrências fatais no primeiro semestre, o que corresponde a quase um terço do total.

“A relação dos acidentes com alto tráfego, tanto urbano como rodoviário, é direta nessas regiões. Por isso a importância de mais investimentos nas vias e, principalmente, em ações de conscientização da população”, afirma a coordenadora do programa Respeito à Vida, Silvia Lisboa.

O número de ciclistas mortos no trânsito teve leve redução no primeiro semestre com 197 casos neste ano contra 204 no mesmo período do ano passado. Os acidentes estão concentrados em vias municipais, 59,9% dos casos. O principal tipo de acidente é a colisão contra outros veículos, sendo que o automóvel está presente em 51,4% das ocorrências .

Pedestres

Outro dado expressivo é a redução do número de mortes entre pedestres. Nos primeiros seis meses do ano, a queda é 9,5% com 675 casos registrados em todo o Estado. Em junho, foram 130 mortes. Idosos com mais de 60 anos de idade correspondem a uma em cada três vítimas de atropelamentos.