Publicado em

As vendas para outros países da cidade de São Paulo somaram US$ 12,577 bilhões entre janeiro e novembro deste ano, um avanço de 70% em relação a igual período de 2017. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

No recorte pelo volume das exportações, a alta foi ainda maior. Nos 11 meses deste ano, foram 25,204 bilhões de quilos, mais que o dobro dos 11,976 bilhões de quilos registrados entre janeiro e novembro de 2017.

Nas cidades próximas à capital, o desempenho foi menos animador. Na região do ABCD, por exemplo, dois municípios viram um aumento das exportações, enquanto os outros dois marcaram quedas nas vendas.

Em São Bernardo do Campo, os embarques somaram US$ 3,874 bilhões, um avanço de 7% em relação ao ano passado. Em Santo André, as exportações totalizaram US$ 461 milhões, um aumento de 8%.

Já em São Caetano do Sul, as vendas caíram 34,5%, para US$ 201 milhões. Em Diadema, a retração no valor obtido com os embarques foi menor, de 19,2%, para US$ 185 milhões.

Em Campinas e Guarulhos, as exportações também tiveram aumentos, de 22% e 2%, para US$ 1,05 bilhão e US$ 1, 787 bilhão, respectivamente.

Litoral e interior

As maiores cidades do litoral paulista viram suas exportações aumentarem entre janeiro e novembro deste ano.

Em Santos, as vendas para o exterior somaram US$ 3,940 bilhões, uma alta de 6% em relação ao ano passado. Em São Vicente, as vendas chegaram a US$ 8 milhões, um avanço de 38% no confronto com 2017.

No interior do estado, também foram vistos avanços das vendas para o exterior. Em Araraquara, o avanço foi de 5%, para US$ 839 milhões. Em Ribeirão Preto, o aumento foi de 16%, para US$ 193 milhões.

Incertezas

Para o ano que vem, a tendência para o comércio exterior não é muito favorável. Segundo especialistas consultados pelo DCI, o cenário já esteve melhor para as trocas internacionais.

“Não se espera um crescimento econômico ou do comércio global que possa ampliar a exportação de manufaturados brasileiras”, diz Eduardo Mekitarian, professor de economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Os produtos de maior valor agregado, feitos em grande parte pela indústria, têm papel importante na pauta de exportação paulista, que tem menor peso das commodities..

O entrevistado também destaca a situação atual da Argentina, um dos principais importadores de manufaturados brasileiros. “O próximo ano deve ser difícil para os argentinos, com a economia continuando ruim. Isso deve ter um impacto negativo para as nossas exportações”, afirma ele.