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O faturamento real do setor de serviços na cidade de São Paulo subiu 7,9%, atingindo R$ 30,4 bilhões, segundo pesquisa da FecomercioSP, obtida com exclusividade pelo DCI.

Com o resultado, as empresas que prestam serviço na capital paulista registraram um incremento de R$ 2,2 bilhões em negócios frente ao primeiro mês de 2017, atingindo, inclusive, o maior faturamento desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2010.

No acumulado em 12 meses, o setor registrou a oitava alta consecutiva, alcançando em janeiro uma variação positiva de 6,7%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) e apontam que, das treze atividades pesquisadas, dez registraram crescimento das suas receitas comparativamente ao mesmo mês do ano passado.

Os destaques ficaram por conta do Agenciamento, Corretagem e Intermediação (20,9%); Saúde (18,3%); Simples Nacional (18,1%); Construção Civil (14,6%); e, Serviços Bancários, Financeiros e Securitários (11,2%). “Juntas, essas cinco atividades colaboraram positivamente com 8 pontos percentuais para o resultado geral do setor. Para as três primeiras, o índice desse mês foi o maior da série histórica”, detalhava a Federação.

Nem tudo são flores

Apesar do forte incremento em alguns setores, outros ramos apresentaram variação negativa: Turismo, Hospedagem, Eventos e Assemelhados (-20,3%); Conservação, Limpeza e Reparação de Bens Móveis (-9,2%); e, outros serviços (-1,1%). Essas três atividades colaboraram com -0,7 ponto percentual para o resultado final. “Cabe destacar que a atividade de turismo vinha registrando crescimentono último trimestre de 2017. A queda registrada em janeiro pode ser justificada pelo período de férias”, esclararecem os economistas da FecomercioSP.

“Agora”, estima a Federação, “Mantendo-se as condições atuais, a expectativa é de que setor continue a registrar crescimento nas suas receitas nos próximos meses, mesmo diante de um quadro de incertezas no ambiente eleitoral.”